segunda-feira, 27 de novembro de 2017




17.  -:- GUERREAR – O PLANTAR DA VIDA JOVEM -:-  
Construção Emotiva
15 A 24 ANOS


“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do Céu”
“ Tempo de Buscar..” Ec 3.1 – 5

 

Lidando com Distancia, Abandono ou 
Saudade, Rejeição  
  
Como cuidar das Flores ?
Como as fazer viver!




- Coração.. sou uma menina! 
Disse Pérola para o próprio Coração abismado - De todas as preferências, ainda que tenha de falar, prefiro ser reservada e quieta..

- Hum...

- A gente entende melhor quando silencia sabia!?
- Certo..

Ela estava certa, conhecer melhor, conhecer de perto, arriscar-se a perguntar com o Coração uma e outra vez, até se certificar, quem são as Flores, como são as Flores, o que esperam as Flores e quais são os destinos delas... é a melhor forma de se viver

E agora o Jardim parecia ter acordado pela primeira vez. Tanto que falavam que a menina estonteou. Sentou se para apenas olhar, ouvir e tentar pensar


São perguntas sem fim. Muito teria Pérola a saber, mas teria que entender

Para vencer o medo, precisava conhece-lo, ir onde ele estava

E justamente voltar-se ao mesmo jardim dos Temores era um desafio à Pérola


Mas agora ouvia muitas palavras, o jardim era mais real, do que ela algumas vezes pressentia de que alguma palavra, a Flor preferida do jardim lhe falou

O Jardim estava todo florido e conversador
Tinha assunto para o dia inteiro, e ainda não se terminara as dúvidas de cada Flor

Queriam saber quantas muitas coisas a respeito de Pérola, como estava, o que fazia, pra onde ia nas férias e o que decidiria realizar depois que descobrir que as Flores possivelmente falavam
A Menina sentada, admirada e ouvindo cada palavra, observava quando as Flores também queriam ter espaço para falar e se expressar e perguntar...


Mas a menina se pôs de longe.


Estava ali no banco ouvindo, mas seus pensamentos se voltaram para si mesmo.

Já que as Flores falam, tenho que ter cuidado, cada uma delas vivem, e todas elas tem o mesmo direito de existir e sonhar e brilhar e viver

Então as Emoções da menina precisavam antes de voltar a falar com as Flores, serem definidas
A quem dar atenção primeiro
A quem falar o que
A quem Inspirar o que

Todas as Flores precisavam ser bem tratadas

Então se aquietou com o próprio Coração, era a primeira coisa que fazia pelas Flores do Jardim

Definir como ela própria reagiria

Um plano para cuidar de todas as Flores, saber o que viviam o que precisavam para viver melhor

Tão admirada com o resultado de luta por simpatizar-se do Jardim e agora vê-lo vivo, fez Pérola se lembrar da Primeira Rosa

A Primeira Flor que ela realmente se preocupou


Seus pensamentos voltaram no tempo.

Por que tinha que voltar a lembrar ?
Por que tinha que deparar-se de frente novamente com a Flor que lhe trouxe toda a causa ?


- Talvez com ela, esteja a resposta de todas as aparências de desavenças, disse Coração



Então a menina se colocou a lembrar de todas as vezes que achava que conversava com uma Flor


Todas as vezes que acreditava que sua Flor querida iria a ouvir, iria atender, iria atentar para ela, iria fazer o que ela dizia, não por mandar mas por consideração... assim a menina passou definindo seus pensamentos frente ao Jardim


Então as Flores de todo o Jardim, vendo a menina ocupada com o Coração, resolveram entrar em reunião Ordinária, para definir quais os próximos passos do Jardim, visto que agora a menina Fala e sabe que as Flores conversam na vida e para toda a Vida do Jardim e da Casa de Vovó.


♥  Quais eram as Prioridades do Jardim ?
♥  Quais eram as Direções dos pedidos das Flores à Pérola ?
♥  Quais eram as ideias de Pérola ? O que a menina pretendia Fazer ?
♥  Pra quem ela iria dar atenção ?
♥  Como ao fim todos ficariam ?




Por certo a menina Orava, pediria ao Rei do Universo, que soubesse direcionar todo o Jardim
Que o Rei conduza essa menina no bom cuidar das Flores e de todo o Jardim
Era no que cada dialogo das Flores chegavam em conclusão de hora em hora.




Agora temos uma Princesa. Uma Princesa que fala conosco. Por certo esse Jardim vai Melhorar ainda mais, pois o Rei falava com ela, como viver, como tratar de todo o Jardim. Pode ser que haja um plano Especial para todas as Flores do Jardim. Só o Rei para declarar. Cada Flor ouvirá o que Mestre ensinaria a Menina por certo.  




https://www.youtube.com/watch?v=ZWJD4r0Z4G8


D.C. Interpret Autor da Vida


segunda-feira, 18 de setembro de 2017





17.  -:- GUERREAR – O PLANTAR DA VIDA JOVEM -:-  
Construção Emotiva
15 A 24 ANOS


“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do Céu”
“ Tempo de Buscar..” Ec 3.1 – 5

 

Lidando com Distancia, Abandono ou 
Saudade 
  
Como cuidar das Flores ?
Como as fazer viver!



A Menina seguia ainda com medo das Flores. Olhava de longe

Porque já sabia

Toda vez que se admirava com uma Flor, ela sempre logo morria ou se ia
De novo!

Dessa vez não.
Era o próprio jardim, e alias não era o dela, as flores estavam na casa do Professor, então se morressem, talvez não seria propriamente por causa dela, pode ter sido também por causa do Tio..

Não se sentia tão bela, talvez por isso que as Flores acabavam morrendo, talvez as flores do jardim quisessem uma Dançarina mais bonita, mas inteligente e mais acostumada em dialogar com as flores.

De qualquer forma, sentia-se a vontade de poder pelo menos voltar a ver o Jardim
Pensava a menina

Então disse:

- Dessa vez, não quero me preocupar em ter medo de dar errado

Todas as flores do jardim espantados, olharam uns para os outros, pensando
- Dar errado ?

Estavam todos atônitos e atentos as palavras de Perola, afinal o Professor já havia avisado que ela não estava muito bem..

Mas interessante que ela notou algo estranho

A movimentação do Jardim estava diferente!

Pareciam que as flores se mexiam todas em tempo iguais e paravam em tempo combinados! Que coisa!

Notou enquanto tomava seu café na mesa do Jardim, que as plantas quase que estavam intactas

Até o vento contribuía para que elas não se mexessem


Então a menina resolveu se aproximar em silencio do jardim, chegou próximo as flores e decidiu falar no Jardim, mesmo sem saber que a ouviam


- Olha minhas Flores queridas, não sei se me ouvem, não sei se só eu é quem me preocupo com a vida de vocês e como existem, mas quero dizer vou lutar contra o medo..
- Hã ela esta lutando contra o medo?... todos se assustaram
- Medo de que?.. uma flor pergunta
- Medo de nós ?

Começou então todos darem a sua opnião, e uns era de acordo aos medos da menina, outros interpretaram que era maldade dela em não confiar nas Flores etc.. não perceberam que a Menina estava ali, diante deles, vendo a conversa atônita

- Eles realmente se falavam
- Então era real mesmo ?
- Co..como.. pode vocês falarem...?  disse a menina


Todos se assustaram. Será que ela podia saber que era verdade ?

Que os Lírios falavam e que as Rosas também e que todos os ornamentos do Jardim da Vovó, não era apenas de Flores mas de vida!

Levava tempo pra Perola realmente aceitar dentro dela que era real o que via

As Flores do Jardim realmente falavam, e falavam sobre ela

Então de alguma forma se preocupavam com ela

De algum modo, alguma coisa as Flores consideravam a Menina!


Que mudança no modo de ver da menina! Que novidades para as bases de convicção da Menina
Não via a hora de perguntar para o Tio ou a vovó se era verdade, queria primeiro ter a certeza com ele, de que elas realmente falavam e conversavam entre si.

Um Jardim de Flores que Falam!
Encantada!

Mas e como esperar até o Professor chegar?
Será que só no fim de todo o dia ?

Ninguém poderia talvez realmente responder essa pergunta. E se o próprio Professor desconhece de que elas falam, apenas a menina é quem estava vendo o que estava acontecendo.

Umas choravam dizendo
- Não a Menina não pode viver em medo, ela tem que acreditar

Outras se colocavam a Festejar

- Que bom, a Princesa vai começar a cuidar de nós!

Outros tentavam por ordem no jardim, enquanto a menina sentou-se para tentar entender o que tanto falavam

Então o Coração falou com a Menina

Não conhece ainda as suas Flores

De verdade nunca se aproximou delas

Você tem medo, porque ainda não dedicou tempo para conhecer o seu Jardim

Se conhecer melhor, cada reação das Flores, poderá ser que não existirá medo

Será mais CATIVANTE os dias com as Flores

Seja REAL, prometa se aproximar da FLOR que AMA de verdade, mesmo que um dia,  tenham que ir, se tiver que ir.



https://www.youtube.com/watch?v=U7Qkeh6GE8c

W&M - Prayer for Taylor |Michael W. Smith


segunda-feira, 17 de julho de 2017


....Sabia que não deveria ser tão ligada, como se a vida fosse uma dependencia eterna com as Flores. Sabia que as Flores não eram eternas, sempre soube que todas as existências tem que partir de nós.


 -:- GUERREAR – O PLANTAR DA VIDA JOVEM -:-  
Construção Emotiva
15 A 24 ANOS
 “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do Céu”
“ Tempo de Buscar..” Ec 3.1 – 5



A Saudade quenão dói
é da qualidade real que fic

Alto Escalão da Vida
..Cuidar da Vida..
... como das Flores



A  menina parou um pouco confusa , mas lentamente começou a ir colocando raciocínio, por raciocínio.

Sabia que não deveria ser tão ligada, como se a vida fosse uma dependencia eterna com as Flores. Sabia que as Flores não eram eternas, sempre soube que todas as existências tem que partir de nós.

- Então este sofrimento não é exatamente por elas terem ido embora? Perguntou a menina para o professor e para si mesma  dizendo – Eu não tenho coração um sofrimento específico?
- Sim você tem. Mas a compreensão também faz parte do seu raciocínio. Por isso que a dor maior não é a partida. Embora ela seja o inicio do sofrimento é o ponto para algo maior.


- O que poderia ser maior que a despedida?

- A Falta da Felicidade


- Falta de ser Feliz?
- Sim, feliz com as lembranças
- Mas isso é uma ingratidão pelo tempo que passou, e não sou ingrata. Estou muito agradecida.
- Ok, você está agradecida, mas por que ainda sente dor e  tristeza ?
- Porque queria que tivesse sido melhor com mais tempo os meus dias de vida, o dia de Flores
 - Mas o que você viveria amanhã, que não viveria hoje? A Alma pode se alegrar, Poderiam cantar, poderia falar, respirar, sorrir, andar, do mesmo jeito que é hoje e foi ontem. Amanha!
- Como assim?
- Ter 1.000.00 horas e ter alguns segundos, é como o Mestre Explica, trata-se da mesma coisa querida. A Vida é uma expressão, mesmo quando se é única, em tempo pequeno.
- Então o sofrimento não é   a  P a r t i d a em si, o sofrimento não é pelo fato de viver mais ou menos tempo?
- Exatamente  - Toda a partida quando bem vivida trará alegria. 
- Pergunte a vovó se ela está triste porque seus filhos cresceram e saíram do andador e agora viajam sozinhos

Os dois riram enquanto Dona Rosa, recolhia os pratos do jantar escutando ao longe a conversa.

- A Vovó não sofre, porque os filhos já saíram do tempo do carrinho, andador e cadeirinha de alimento.. ! 

Disse o Professor roubando um sorriso com alivio da pequenina

- rs é verdade
- Porque a vovó sabe que um dia essa fase ia acontecer e eles iriam partir, mas as lembranças e saudades continuam, mas uma saudade Feliz

- Saudade Feliz?

- Sim, porque os melhores momentos que ela pôde fazer a alegria possível, ela o fez. Nem que talvez foram muito poucos.

- Então o segredo é ter momentos Felizes?

- Sim. A dor, quando existe no nosso coração é porque o tempo já se vai, e não existiu momentos reais e felizes com ele

Lembrou-se a menina dos medos de se aproximar, de suas flores favoritas. 
Por causa disso, agora ela tinha menos tempo ainda com elas. 

Entendeu que estava perdendo um tempo tão singelo, que estava deixando de construir os melhores segundos, porque um dia as flores se iriam. Porque um dia ela as perderia.


A Saudade do que é bom e real traz saúde, não dói tanto, quanto a dor do que nunca se existiu.


Bom, pensou Pérola. Se elas estão morrendo, ainda não chegou o ultima respiração ou o ultimo suspiro de vida delas.

O que poderia ser feito?

Como viver Feliz em meio a partida?

 Não só isso, tinha algo antes, como vencer a dor da perca? o medo da perca?  


A Menina se levantou, foi pra perto do Tio e disse: - Construir uma Felicidade que pode morrer?

- Por ai..

- Não sei Tio, tenho que vencer o medo das percas. Não sei como terei forças.



Assim, a menina pediu a bênção a seu Tio e foi-se descansar 


Fez a sua Oração de Domir 

" - Senhor Deus Obrigada por mais um dia, obrigada pelas Flores do Jardim, as que se foram, as que estão comigo, e se o Senhor puder fazer com que alguma flor possa ser Eterna, conta -me se isso pode existir e diga me também o que devo fazer. Amém "


Na manhã seguinte o Tio levantou cedo, antes do horário de costume para o seu Trabalho. Já sabia o que fazer

Foi até o Jardim e fez uma reunião geral

Convocou todos para silenciosamente escutarem, sobre o estado de Perola

- Bom dia preciosas! - Todos sabem a razão de suas existências, sabem também que este jardim é diferente. As flores falam, e se organizam para uma Missão especial. 

– Mas nessa manhã quero comunicar-lhes que a missão corre o grande risco de ser interrompida.

Todos se alvoroçaram e começaram a falar uns com os outros.

Uns achavam que a culpa era da menina que nunca mais os cumprimentava. Outros julgavam ser que eles ainda precisavam fazer alguma coisa por alguém que passasse ali, outros dizia que não havia mais nada a fazer, que o tempo do fim chegava.

Custou o professor conseguir que todos se acalmassem, para comunicar que o coração de Pérola estava meio desesperançoso. - Ela me contou, disse o professor  - Que perdeu o encanto e está um pouco desmotivada de estar por aqui.

Uns se escandalizaram com o anuncio. Como pode a Princesa do Jardim desesperançada! Ela que deveria ser a primeira mais forte de toda a orquestra de flores!  Desmotivada quando?!

Sentiam-se abandonados. Não somente pelo fato de quase nunca a Princesa aparecer, mas por agora realmente o Professor declarar que ela os havia abandonado. Por fim, quase que todos concluem que era o tempo do Fim.

Mas o Professor em poucos palavras disse – Não, não se desesperem, não é o fim

- Como não Professor, vivemos a vida toda para viver com Princesa e ao fim somos abandonadas?
- Ela não nos abandou, disse outra Flor – Não acredito que ela não nos considere
- Ela não está bem. Esta com medo.
-Medo!!!!! Todos perguntaram em uma só voz e murmúrio
- Está com medo de viver sem Flores. Ela não consegue aceitar que um dia, todos vocês irão, hoje, amanhã, e depois talvez... elas os queria que fossem eternos, mas não o são. Por isso não aceita e por não aceitar, foge do Jardim. Foge de viver por aqui, foge de olhar em seus olhos e foge de cantar, foge também de sorrir, para que não tenha nenhuma perseguição específica de uma florzinha encantada. Foge de viver por aqui. E está certa. Está reagindo com o mais puro coração.

Todos se assustaram. 
E agora que fazer com a Princesa do Jardim? 
Deixar ela viver o que ela quiser? 
Mas se o que ela quiser destruir ela? 
Insistir que venha ao Jardim? 
Mas se fizer mal a ela?

Assim o Professor se foi, ao dia de trabalho, enquanto todas as Flores se colocaram a pensar, em qual decisão seria melhor o Professor tomar a Respeito de Pérola, e o Jardim.


Naquele dia foi diferente:

A menina levantou, e foi tomar café em uma mesa próximo ao jardim, olhando pela primeira vez, de volta com paz sobre o jardim, sem pressa pra sair

Todos, mais mudos do que nunca ficaram. Sabiam o que se estava passando com ela e o que dizer? 

Nada a dizer a respeito!

Alias, ela não sabia que eles falavam! 
Só o Professor conhecia esse segredo. Flores que falam! 
Se ela soubesse, se encantaria mais! 
Talvez, se tudo estivesse a perder seria mais difícil pra ela.

Não se mexiam, nem quando o vento tentava fazer cócegas... todos permaneciam imóveis para vencer a tentação de falar alguma coisa.


A Menina estava começando a acostumar se com a Ideia de voltar ao seu Jardim.




https://www.youtube.com/watch?v=gHd_lvfTeCM

Jaci Velasquez - Como Una Flor (Legendado)

sábado, 18 de março de 2017



17.  -:- GUERREAR – O PLANTAR DA VIDA JOVEM -:-  
Construção Emotiva
15 A 24 ANOS
 “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do Céu”
“ Tempo de Buscar..” Ec 3.1 – 5

 

Lidando com Inconformação 
e Saudade 
  
Como cuidar das Flores ?
Como as fazer viver!


O ponto central desse diálogo
Era a questão de Pérola, mas para o seu Tio, a questão maios tratava-se de:



Como fazer essa menina entender, o seu valor, quem ela é ?


Estava quase dormindo de tanto falar, sobre quantas e quantas vezes tentou salvar as flores a beira dos seus funerais, quantas vezes lhes explicara sobre a beleza de suas vidas, e como era importante viver, manter o jardim vivo, em cores, em zelo e perfume agradável.


O Professor ouviu, ouviu e ouviu, e então começou a falar


- Não fique assim, existe tantas flores no Jardim!
-Não fale assim, eu fico ainda mais triste
-Por saber que existe mais flores no Jardim?! E se não existisse flores Pérola?  E se houvesse só uma meia dúzia de margaridas e pronto? Você desistiria ? Não viveria ?

Um meio sorriso invocado a menina disse


- Não viveria
- rs acha que pode isso! Está triste porque eu disse que tinha outras flores?
-Sim
-Por que ?
-Porque o Senhor sabe, no coração a gente nunca coloca um no lugar de outro.
- Certo
- O Coração é como o Universo, tem espaço para toda a existência definida
- E então ?
- Então eu sofro mais, quando alguém me tenta forçar achar que outras flores podem ser as flores que eu gostei.

Em terra das Flores, onde era a raiz de muda de cada uma delas, que vinham para o Jardim, havia uma Lei em que o valor maior era : O RESPEITO ao gosto. Cada um em sua terra tinha um gosto, e cada gosto tinha uma razão e uma identificação própria. E lá, depois que alguém achasse o seu próprio gosto, não deveria renunciá-lo. Nem forçá-lo, nem vende-lo, nem desprezá-lo, nem abandoná-lo, nem feri-lo, nem desgostá-lo. Era uma aliança eterna vinda da Terra das Flores. O gosto era irreversível. Apenas duas Leis permaneciam acima da LEI do RESPEITO ao GOSTO. Era a Lei da QUALIDADE DE MESTRE, e a Lei da OBEDIENCIA a MESTRE. Do demais, as Flores respeitavam e se apegavam a todo zelo, ao gosto próprio do que recebiam e tinha da vida. E nessa Lei, Pérola vivia e aprendia em todo o esforço a se direcionar. Respeitar, a si mesmo, e a seu próprio gosto, estilo e preferência.

-  Quem gostou foi eu Tio Fontes, portanto o meu gosto não se vende, não se rende, não se troca, como se fosse simples. Jamais esquecerei o meu coração, o meu gosto.
Percebeu o professor que a menina iria se ferir ainda mais, se insistisse ele em querer faze-la se distrair com as outras flores do jardim. Era uma perca de tempo, tentar resolver os conflitos das flores prestes a serem mortas pela substituição presente de todo um jardim Belo, florido e cuidado por ele próprio.

Mas as flores se iam, uma hora a menina ia ter que entender, enxergar e saber que cada existência, segue o seu percurso natural de viver. Cumprem cada fase e se vão. Isso não é só para as flores, é para o propósito de cada existência, com ela existe suas medidas.

Mas se cada flor que morresse no jardim, principalmente quando a menina conta com a existência dela, e depois do funeral,  aumenta o seu desvalor próprio da garota, então o Professor tinha que correr, era melhor que se atentasse para um desafio.

- Tio para mim cada Flor tem nome, e cada nome tem uma identificação de efeito, de importância, o dia que nasceu, porque nasceu, quando nasceu, quando tempo nasceu, como me ajuda a existência dela, e como me faz bem, te-la visto a seu tempo. Nem que eu sabe que ela infelizmente talvez possa morrer! Disse Pérola, meia inquieta e de cabeça baixa, triste. – Mas não são todas iguais. Nem são substituíveis. Se fossem todas iguais, tudo seria de uma cor só e preto. Mas se em tudo tem a sua própria qualidade e cor é porque cada coisa tem um significado e uma importância única.

- Que dizer! Ou o que fazer? Pensava o professor. Na verdade, nada. Ele não iria fazer nada. E a realidade era que não tinha como tomar-se uma decisão contra a própria origem de natureza humana vivida. As flores existiam, mas se iam todas para um funeral. O que ficava delas era o que valia. Mas o registros dos tempos bons para a menina, eram difíceis. Ela não conseguia recordar-se muito do que lhe fora bom. Sentia mais a for da perca. E isso não era bom.

- Você esta certa em entristecer-se, e tem direito de expressar-se com toda a razão. Caso contrário, poderia eu ver um coração de pedra, e não de carne em você querida. Bom saber que o senso de consideração e sensibilidade natural está intacto e real em você, mas preciso dizer algo em que você terá de ser mais forte que a dor pelas flores que se vão. Você terá que ter paz e compreensão para ouvir..

- Tudo bem Tio, ok.
- As Flores não vivem para sempre querida... – você não sabia ?
- Sabia sim tio mas..
- Talvez elas possam ser vistas por você como encantos. Os encantos existem, são reais, são lindos, sinceros, puros, ressuscitam o que há de melhor em nós mesmos, mas não são para sempre. Eles tendem a ser um período de nossas vidas.

A Menina enxugou as suas próprias lagrimas com as mãos e disse

- Já não estou mais encantada

- Há não está mais? Por que ?

- Porque sei que elas não viverão para sempre, elas não tem vida para sempre em si, não podem acompanham o tanto dos dias de vida como eu, mas isso não me dá o direito de substituí-las em meu coração.


- Ok, mas então vai levar o que desses dias menina? -  Lembranças ruins? Com aflições ? Dores? Como se nunca você houvesse percebido o quanto têm valor, e o quanto foram belas?

-Acho que essa dor não é pelo fato que elas tem de ir embora
- Há não ?

- Acho que essa dor está em: pouco você ter tido, do melhor de sua convivência com elas, em qualidade.


A Saudade do que é bom e vivido, não dói tanto, quanto a inconformação do que nunca existiu.




“ Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e recreie-se o teu coração nos dias da tia mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; sabe, porem, que por todas estas coisa te trará Deus a juízo” 
Ec 11.9






Michael W. Smith - The Giving

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

2/





17.  -:- GUERREAR – O PLANTAR DA VIDA JOVEM -:-  
Construção Emotiva
15 A 24 ANOS
 “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do Céu”
“ Tempo de Buscar..” Ec 3.1 – 5


Pérola não encontrava motivo para a morte das Flores, agradara tanto... e ainda.
Analisava, observava, pesquisava, mas já tinha deixado de lado a esperança delas. Sabia como todas as vezes, tudo terminava. Sempre mortas as mais queridas de suas flores.

Se culpava, achava-se responsável pela morte de todas as Flores do Jardim, não todas, mas toda vez as que ela prestava pouco de atenção
Sempre morriam, sempre se iam

- Por que Tio ? Por que? – Estou cansada das Flores, dizia a menina enquanto vovó preparava os detalhes da refeição da noite

Era tempo de férias e Pérola estava passando um tempo com Vovó, ela tinha uma casa incrível! Claro sempre fazia coisas emocionantes! Cozinhava bem, comprava e preparava vestidos lindos, fazia da casa um paraíso, cheia de encantos e de flores. 

Perola via a vida de vovó um encanto. Tudo era bom, menos as mais belas flores do Jardim. Essa que ela tanto queria ver, sempre morriam, todas as férias. Ano após ano.
Terminaram a refeição, quando a ultima chicara de chá da noite foi tomada o professor começa a dizer:

- Perola minha sobrinha por que você insiste em querer fazer as flores viver ?
- Porque não quero que morram sozinhas. Pelo menos até que outra menina venha dançar, se assim elas quiserem. Veja Tio, eu vivo anos, porque elas vão me abandonar ? São mais bonitas que eu! Poderiam viver até mais do que eu!
- Mas elas não querer viver Titio! Disse Perola, sentando no sofá com uma almofada no colo, tristonha.
- E você acha que por qual motivo elas não querem viver?
- Sou eu Tio, acho que sou eu, disse a  menina, lembrando e ainda mais triste
- Por causa de Você! Mas você é tão linda, dança tão bem, sorri tão linda! Por que você acha que as flores morreriam por sua causa ? Fez alguma coisa mal a elas?
- Não..
- Mas então porque você acha que foi por causa de você boneca?
- Porque eu sou feia, feia demais perto delas, elas devem ter se horrorizado com que eu fiz, devem ter rejeitado as minhas danças e de tanto absurdo ficaram tão nervosas, que preferiram morrer, disse a menina em lágrimas – Mas tio a minha intenção não era de feri-las, eu não queria que elas morressem, eu só...

A preocupação da menina era notável, em sua pequena mente, não conseguia entender as razões das mortes de suas flores preferidas

Com o tempo passando, apenas seguia num conflito constante, porque as flores que sempre amava, eram sempre as que morriam.

Seu trauma se intensificou e sempre grande e tamanha era a constante realidade para seu mundo. Tanto que a menina estava muito frustrada, quase que tinha agora, medo de aproximar-se do Jardim. Gostava de tudo da casa da vó , amava a todos e mais ainda o Jardim. Mas esse... esse era impossível de conviver. De todos os lugares da casa, tratar do Jardim, dava até ânsia..

Por sua vez, da ultima vez que Peróla chegara das Férias, passou pelo caminho das Rosas, mas nem olhou direito
Uma Especial, comentou com a outra: 

- Você viu a Princesa ? Nem olhou pra gente! Que estranho..
- É.. vai crescendo, se achando e se aparecendo..
- Será que ela nos abandonou ?, nos esqueceu, ? disse Doce Sereno, uma das plantações vinda da Terra de Surpresa para casa de vovó ha alguns anos e sempre ficava quieto, observando a menina, era o que mais sentia por Perola
- Sim, acho que ela não quer nem saber. Principalmente de você, que é sereno demais
- Não acho, que ela nos esqueceu. Prefiro acreditar que existe alguma razão em tudo isso
- Pois eu acho que ela esqueceu de tudo sim, alias, que nunca nos lembrou

Assim o Jardim estava alvoroçado, ainda mais que Párola parecia passar não muito bem por ali. Umas Rosas e Flores, achavam que o Amor de Perola era pra sempre, e que jamais a menina se esqueceria
Outras preferiam acreditar que tudo era bobeira, ter esperança de que Perola voltasse a ser amável e atenciosa como antes no Jardim de Vovó, era conto de fadas


E a verdade é que Perola não conseguia lidar com as percas, se aproximar do Jardim, para perder as preferidas Flores, era mais uma vez entregar do próprio tempo, para se ferir. Era assim que a menina entendia.


Professor tinha a solução. Por certo ele a ajudaria, afinal – Ele nunca se feriu com elas ? Nunca se aborreceu por elas morrerem? Não sentia nada ? Ou tanto fazia se elas se fossem ?

Perguntas e mais perguntas.. era o que Perola sempre tinha.. mas nem todas chegavam à Honra da resposta, então a menina resolveu com o tempo talvez silenciar, e se afastar...

Mas aquele dia vovó pediu para chamá-lo, e ele estava bem perto das mais belas flores do Jardim. 

Então a menina tomou coragem e foi comprimenta-lo. Esqueceu-se dos conflitos com as Rosas e aproveitou para tirar suas duvidas, entre as principais duvidas a maior era: Saber porque as flores morrem.

Agora na sala de casa, finalmente a menina estava contando seus conflitos. Não entendiam porque as Flores de vovó não lhe davam atenção. Não viviam pra sempre.

Era engraçado para o Professor esse conflito da menina ( que para ele era simples demais, nada tão problemático ). Sorria por dentro, admirando a expressão da inocência de incompreensão. 
Mas por fora era sério. Levava em consideração todo o conflito vivido pela boneca. Afinal mais do que as Flores, eram as Emoções dela. Essas valiam mais. E pela causa das flores certamente, Perola seria curada.

Pensava o Professor – Porque se achava feia? Porque se achava motivo de morte para as Flores? Como mudar esse pensamento ?

Diálogo, é o melhor para descobrir
Ouvi-la, era o melhor para ela, ela mesmo entender

Então o Professor decidiu travar uma guerra contínua de diálogo. E o lema era:

Como cuidar das Flores ? Como as fazer viver!



Para sempre? ...talvez, depende do que ela entender.



https://www.youtube.com/watch?v=GNLZGKEk1lU
♥.♪ Jake I Now See ♥.♪