sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

🌹2🤺 A Incompreensão da Separação

 




 17.  🌹🤺 -:- GUERREAR – O PLANTAR DA VIDA JOVEM -:-  🌹🤺 
Construção Emotiva
15 A 24 ANOS

🌹🤺  “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do Céu”



🌹🤺 “ Tempo de Buscar..” Ec 3.1 – 5



🌹🤺 A Incompreensão da Separação 
de quem Amamos e Queremos Bem 🌹🤺 



🌹🤺 Pérola não encontrava motivo para a morte das Flores, que agradara tanto... e ainda morriam, abandonando a menina pra sempre.

Analisava, observava, pesquisava, mas já tinha deixado de lado a esperança delas. Sabia como todas as vezes, que tudo terminava em distancia absoluta. Sempre mortas as mais queridas de suas flores.

Se culpava, achava-se responsável pela morte de todas as Flores do Jardim, não todas, mas principalmente as que ela prestava pouco de atenção
Sempre morriam, sempre se iam

Um Jardim era tão bonito! Mas de verdade causava muita aflição! 
Parecia não valer a pena gostar de um jardim, nem de te-lo!

- Por que Tio ? Por que elas sempre morrem?
– Estou cansada das Flores!, dizia a menina enquanto vovó preparava os detalhes da refeição da noite

Era tempo de férias e Pérola estava passando um tempo com Vovó.
Vovó tinha uma casa incrível! Claro, sempre fazia coisas emocionantes! Cozinhava bem, comprava e preparava vestidos lindos, fazia da casa um paraíso, cheia de encantos e de flores. 

Perola via a vida de vovó um encanto. Tudo era bom, menos as mais belas flores do Jardim. Essa que ela tanto queria ver pra sempre, sempre morriam, todas as férias. Ano após ano.
Terminaram a refeição, quando a ultima chicara de chá da noite foi tomada o professor começa a dizer:

- Perola minha sobrinha por que você insiste em querer fazer as flores viver ?
- Porque não quero que morram de forma alguma em suas esperanças de vidas! Não quero que vão embora sozinhas sem saber pra onde! Não quero ficar sozinha!

Tentava explicar melhor, o fato de que era tão apegada a dedicar-se em cuidar do jardim de vovó, que cada flor devia ser eterna para ela. Não aceitava que uma flor que ela amasse tinha que ir.  

Perola tinha um amor de maneira a inseparar-se jamais. E saber que as flores iam embora rápido era inaceitável


Por que no viver, as flores mais belas que se amam, vão embora tão cedo?

Não aceitava estar longe das flores. Tanto por ela própria que não queria se separar como pelas próprias flores que precisavam de cuidado e serem acompanhadas. 


O Amor de Perola pelas flores era eterno. Achava que nunca devia estar distantes das Flores que são suas, mas se o destino cruel era separar-se então pelo menos ficaria cuidando até que outra menina viesse dançar e cuidar do jardim de Vovó.

-  Veja Tio, eu vivo há anos, por que as flores não!? Por que elas vão me abandonar? Elas merecem uma vida melhor que a minha! São mais bonitas que eu! Poderiam viver até mais do que eu!

- Mas elas me irritam, porque sempre não querer viver Titio!, disse Perola, sentando no sofá com uma almofada no colo, tristonha.

- E você acha que por qual motivo elas não querem viver querida?
- Sou eu o motivo Tio, acho que sou eu a culpada, disse a  menina, lembrando e ainda mais triste

- Por causa de Você! Mas você é tão linda, dança tão bem, sorri tão linda! Por que você acha que as flores morreriam por sua causa ? Fez alguma coisa mal a elas?
- Não..
- Mas então por que você acha que foi por sua causa boneca?
- Porque eu sou feia, feia demais perto delas, elas devem ter se horrorizado com que eu fiz, devem ter rejeitado as minhas danças e de tanto absurdo ficaram tão nervosas, que preferiram morrer, disse a menina em lágrimas – Tio a minha intenção não era de feri-las, eu não queria que elas morressem, eu só...


A preocupação da menina era notável, em sua pequena mente, não conseguia entender as razões das mortes de suas flores preferidas

Ela realmente não aceitava que as flores que amava morressem


Mas o tempo não esperava que as flores vivessem mais que a medida devida e Perola seguia num conflito constante, porque as flores que sempre amava, eram sempre, as que morriam.

Seu trauma se intensificou com a realidade de seu mundo. Tanto que a menina ficou muito frustrada. 
Tinha agora, medo de aproximar-se do Jardim. Gostava de tudo da casa da vó, amava a todos os vasos de flores e mais ainda o Jardim. Mas esse... esse era impossível de conviver. De todos os lugares da casa, tratar do Jardim, dava até ânsia..

Peróla evitava o jardim. Chegara das Férias, passava pelo caminho das Rosas, mas nem olhava direito

Uma flor Especial, comentou com a outra: 

- Você viu a Princesa ? Nem olhou pra gente! Que estranho..
- É.. vai crescendo, se achando e se aparecendo.. 
- Será que ela nos abandonou ?, nos esqueceu, ? disse Doce Sereno, uma das plantações vinda da Terra de Surpresa para casa de vovó ha alguns anos e sempre ficava quieto, observando a menina, era o que mais sentia algo por Perola
- Sim, acho que ela não quer nem saber. Principalmente de você, que é sereno demais
- Não acho, que ela nos esqueceu. Prefiro acreditar que existe alguma razão em tudo isso
- Pois eu acho que ela esqueceu de tudo sim, alias, que nunca nos lembrou

Assim o Jardim estava alvoroçado, ainda mais que Pérola parecia passar não muito próximo dali. Evitando o seu querido jardim de Vovó

Umas Rosas e Flores, achavam que o Amor de Perola era pra sempre, e que jamais a menina se esqueceria
Outras preferiam acreditar que tudo era bobeira, ter esperança de que Perola voltasse a ser amável e atenciosa como antes no Jardim de Vovó, era conto de fadas


E a verdade é que Perola não conseguia lidar com as percas, se aproximar do Jardim, para perder as preferidas Flores, era mais uma vez entregar do próprio tempo, para se ferir. Era assim que a menina entendia.

Saber de longe que viviam e encantavam o jardim de vovó, parecia que já estava bem.
Mas não estava.


Professor tinha a solução. Por certo ele a ajudaria, afinal – Ele nunca se feriu com elas ? Nunca se aborreceu por elas morrerem? Não sentia nada ? Ou tanto fazia se elas se fossem ?

Perguntas e mais perguntas.. era o que Perola sempre tinha.. mas nem todas chegavam à Honra da resposta, então a menina resolveu com o tempo talvez silenciar, e se afastar...

Mas aquele dia vovó pediu para chamá-lo, e ele estava bem perto das mais belas flores do Jardim. 

Então a menina tomou coragem e foi comprimenta-lo. Esqueceu-se dos conflitos com as Rosas e aproveitou para tirar suas duvidas, entre as principais duvidas a maior era: Saber porque as flores morrem.

Agora na sala de casa, finalmente a menina estava contando seus conflitos. Não entendiam porque as Flores de vovó não lhe davam atenção. Não viviam pra sempre.

Era engraçado para o Professor esse conflito da menina (que para ele era simples demais, nada tão problemático). Sorria por dentro, admirando a expressão da inocência de incompreensão. 
Mas por fora era sério. Levava em consideração todo o conflito vivido pela boneca. Afinal mais do que as Flores, eram as Emoções dela. Essas valiam mais. E pela causa das flores certamente, Perola seria curada.

Pensava o Professor – Por que se achava feia? Por que se achava motivo de morte para as Flores? Como mudar esse pensamento de Pérola ?

Diálogo, é o melhor para descobrir
Ouvi-la, era o melhor para ela, ela mesmo entender

Então o Professor decidiu travar uma guerra contínua de diálogo. 
E o lema era:

Como cuidar das Flores ? Como as fazer viver!



Para sempre? ...talvez, depende do que ela entender.





https://www.youtube.com/watch?v=GNLZGKEk1lU
♥.♪ Jake I Now See ♥.♪



O Desafio de cuidar de coisas e de Pessoas conjuntamente 
🌹🤺 Restruturação 
17.2R