sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

🌹2🤺 A Incompreensão da Separação

 




 17.  🌹🤺 -:- GUERREAR – O PLANTAR DA VIDA JOVEM -:-  🌹🤺 
Construção Emotiva
15 A 24 ANOS

🌹🤺  “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do Céu”



🌹🤺 “ Tempo de Buscar..” Ec 3.1 – 5



🌹🤺 A Incompreensão da Separação 
de quem Amamos e Queremos Bem 🌹🤺 



🌹🤺 Pérola não encontrava motivo para a morte das Flores, que agradara tanto... e ainda morriam, abandonando a menina pra sempre.

Analisava, observava, pesquisava, mas já tinha deixado de lado a esperança delas. Sabia como todas as vezes, que tudo terminava em distancia absoluta. Sempre mortas as mais queridas de suas flores.

Se culpava, achava-se responsável pela morte de todas as Flores do Jardim, não todas, mas principalmente as que ela prestava pouco de atenção
Sempre morriam, sempre se iam

Um Jardim era tão bonito! Mas de verdade causava muita aflição! 
Parecia não valer a pena gostar de um jardim, nem de te-lo!

- Por que Tio ? Por que elas sempre morrem?
– Estou cansada das Flores!, dizia a menina enquanto vovó preparava os detalhes da refeição da noite

Era tempo de férias e Pérola estava passando um tempo com Vovó.
Vovó tinha uma casa incrível! Claro, sempre fazia coisas emocionantes! Cozinhava bem, comprava e preparava vestidos lindos, fazia da casa um paraíso, cheia de encantos e de flores. 

Perola via a vida de vovó um encanto. Tudo era bom, menos as mais belas flores do Jardim. Essa que ela tanto queria ver pra sempre, sempre morriam, todas as férias. Ano após ano.
Terminaram a refeição, quando a ultima chicara de chá da noite foi tomada o professor começa a dizer:

- Perola minha sobrinha por que você insiste em querer fazer as flores viver ?
- Porque não quero que morram de forma alguma em suas esperanças de vidas! Não quero que vão embora sozinhas sem saber pra onde! Não quero ficar sozinha!

Tentava explicar melhor, o fato de que era tão apegada a dedicar-se em cuidar do jardim de vovó, que cada flor devia ser eterna para ela. Não aceitava que uma flor que ela amasse tinha que ir.  

Perola tinha um amor de maneira a inseparar-se jamais. E saber que as flores iam embora rápido era inaceitável


Por que no viver, as flores mais belas que se amam, vão embora tão cedo?

Não aceitava estar longe das flores. Tanto por ela própria que não queria se separar como pelas próprias flores que precisavam de cuidado e serem acompanhadas. 


O Amor de Perola pelas flores era eterno. Achava que nunca devia estar distantes das Flores que são suas, mas se o destino cruel era separar-se então pelo menos ficaria cuidando até que outra menina viesse dançar e cuidar do jardim de Vovó.

-  Veja Tio, eu vivo há anos, por que as flores não!? Por que elas vão me abandonar? Elas merecem uma vida melhor que a minha! São mais bonitas que eu! Poderiam viver até mais do que eu!

- Mas elas me irritam, porque sempre não querer viver Titio!, disse Perola, sentando no sofá com uma almofada no colo, tristonha.

- E você acha que por qual motivo elas não querem viver querida?
- Sou eu o motivo Tio, acho que sou eu a culpada, disse a  menina, lembrando e ainda mais triste

- Por causa de Você! Mas você é tão linda, dança tão bem, sorri tão linda! Por que você acha que as flores morreriam por sua causa ? Fez alguma coisa mal a elas?
- Não..
- Mas então por que você acha que foi por sua causa boneca?
- Porque eu sou feia, feia demais perto delas, elas devem ter se horrorizado com que eu fiz, devem ter rejeitado as minhas danças e de tanto absurdo ficaram tão nervosas, que preferiram morrer, disse a menina em lágrimas – Tio a minha intenção não era de feri-las, eu não queria que elas morressem, eu só...


A preocupação da menina era notável, em sua pequena mente, não conseguia entender as razões das mortes de suas flores preferidas

Ela realmente não aceitava que as flores que amava morressem


Mas o tempo não esperava que as flores vivessem mais que a medida devida e Perola seguia num conflito constante, porque as flores que sempre amava, eram sempre, as que morriam.

Seu trauma se intensificou com a realidade de seu mundo. Tanto que a menina ficou muito frustrada. 
Tinha agora, medo de aproximar-se do Jardim. Gostava de tudo da casa da vó, amava a todos os vasos de flores e mais ainda o Jardim. Mas esse... esse era impossível de conviver. De todos os lugares da casa, tratar do Jardim, dava até ânsia..

Peróla evitava o jardim. Chegara das Férias, passava pelo caminho das Rosas, mas nem olhava direito

Uma flor Especial, comentou com a outra: 

- Você viu a Princesa ? Nem olhou pra gente! Que estranho..
- É.. vai crescendo, se achando e se aparecendo.. 
- Será que ela nos abandonou ?, nos esqueceu, ? disse Doce Sereno, uma das plantações vinda da Terra de Surpresa para casa de vovó ha alguns anos e sempre ficava quieto, observando a menina, era o que mais sentia algo por Perola
- Sim, acho que ela não quer nem saber. Principalmente de você, que é sereno demais
- Não acho, que ela nos esqueceu. Prefiro acreditar que existe alguma razão em tudo isso
- Pois eu acho que ela esqueceu de tudo sim, alias, que nunca nos lembrou

Assim o Jardim estava alvoroçado, ainda mais que Pérola parecia passar não muito próximo dali. Evitando o seu querido jardim de Vovó

Umas Rosas e Flores, achavam que o Amor de Perola era pra sempre, e que jamais a menina se esqueceria
Outras preferiam acreditar que tudo era bobeira, ter esperança de que Perola voltasse a ser amável e atenciosa como antes no Jardim de Vovó, era conto de fadas


E a verdade é que Perola não conseguia lidar com as percas, se aproximar do Jardim, para perder as preferidas Flores, era mais uma vez entregar do próprio tempo, para se ferir. Era assim que a menina entendia.

Saber de longe que viviam e encantavam o jardim de vovó, parecia que já estava bem.
Mas não estava.


Professor tinha a solução. Por certo ele a ajudaria, afinal – Ele nunca se feriu com elas ? Nunca se aborreceu por elas morrerem? Não sentia nada ? Ou tanto fazia se elas se fossem ?

Perguntas e mais perguntas.. era o que Perola sempre tinha.. mas nem todas chegavam à Honra da resposta, então a menina resolveu com o tempo talvez silenciar, e se afastar...

Mas aquele dia vovó pediu para chamá-lo, e ele estava bem perto das mais belas flores do Jardim. 

Então a menina tomou coragem e foi comprimenta-lo. Esqueceu-se dos conflitos com as Rosas e aproveitou para tirar suas duvidas, entre as principais duvidas a maior era: Saber porque as flores morrem.

Agora na sala de casa, finalmente a menina estava contando seus conflitos. Não entendiam porque as Flores de vovó não lhe davam atenção. Não viviam pra sempre.

Era engraçado para o Professor esse conflito da menina (que para ele era simples demais, nada tão problemático). Sorria por dentro, admirando a expressão da inocência de incompreensão. 
Mas por fora era sério. Levava em consideração todo o conflito vivido pela boneca. Afinal mais do que as Flores, eram as Emoções dela. Essas valiam mais. E pela causa das flores certamente, Perola seria curada.

Pensava o Professor – Por que se achava feia? Por que se achava motivo de morte para as Flores? Como mudar esse pensamento de Pérola ?

Diálogo, é o melhor para descobrir
Ouvi-la, era o melhor para ela, ela mesmo entender

Então o Professor decidiu travar uma guerra contínua de diálogo. 
E o lema era:

Como cuidar das Flores ? Como as fazer viver!



Para sempre? ...talvez, depende do que ela entender.





https://www.youtube.com/watch?v=GNLZGKEk1lU
♥.♪ Jake I Now See ♥.♪



O Desafio de cuidar de coisas e de Pessoas conjuntamente 
🌹🤺 Restruturação 
17.2R

sábado, 12 de outubro de 2024

🌹1🤺 As Recompensas do Saber de Deus!

                      





17.  🌹🤺  -:- GUERREAR – O PLANTAR DA VIDA JOVEM -:-  🌹🤺 
Construção Emotiva
15 A 24 ANOS



🌹🤺  “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do Céu”



Oitava extensão de Glória Divina, transferida em fragmentos no Refletir da Vida, inicialmente percebida no sentir da vida, e experimentada em viver da vida, com continuidade do resultado próprio de criatividade acolhimento do ser, posto a prova de exercicio no conhecer da Vida, testada, aprovada e confiada aos Desafios Oficiais da vida.e finalizada em aperfeiçoamento no Enfrentar e Discernir profundo das intenções da vida em solução de efeito.   



🌹🤺 “ Tempo de Buscar..” Ec 3.1 – 5



🌹🤺  As Recompensas do Saber de Deus!


 🌹🤺 As provas haviam finalizado, o Professor de Ciências das Palavras, havia terminado as últimas correções..

- É está certo , está certo.. murmurava para si, emudecido e assustado com as emoções novas que lhe sobrevinha, enquanto sua mãe entra escritório residencial a dentro e exclama:

- Ué.. não foi ainda regar o Jardim?
- Há mamãe.. ainda não, me desculpe eu me interti com as provas e..

Dona Rosa perguntava sobre as Flores, já era a quarta vez, admirava-se porque nunca era preciso dizer. Ele sempre estava naquele mesmo horário todos os dias, regando as flores de seu jardim, ninguém precisava desperta-lo .
Mas naquele dia, as provas o fizeram entrar em outro assunto a dentro...  
- que será que tem mais pra mim? Pensava o coração diante do Pai, Jeová, Diante do Deus Todo Poderoso.

- Viver até aqui já é um Milagre, tão Grande! Reviver ainda mais! E cumprir o que me resta.... não se compara ao limite da palavra Milagre! 

A Palavra Milagre está no singular, para o que o Professor estava vivendo, saía do Singular, era Plural... eram inúmeros Milagres..

- Meus 24 anos mamãe! Disse o Jovem – rs querem me fazer mudar.. mas não me esquecerei jamais..

Levantou-se o rapaz, lembrando de sua idade e ponderando as diferenças de desafios que tinha de enfrentar em cada fase.. é como uma guerra, tem horas que a gente ouve que ela existe, tem hora que a gente é despertado para estudar sobre ela, tem horas que a gente recebe treinamento sobre ela, então chega a hora de ir até ela, depois tem a hora que ela termina, e tem a hora que vemos o que restou dela, depois volta se pra casa, e para os nossos filhos, temos histórias pra contar..

- No Jardim havia varias flores, vindas do espaçoso jardim entre o vasto caminho de entrada da casa.
Muitas flores de diversos tipos, tamanhos e especies que se reuniam em um bem vindo.
Também haviam aquelas que ficavam entre os muros de proteção e o portão da Casa, protegendo o ornamento geral, como uma bênção por quem passasse casa adentro. 
Sem esquecer também, das flores que pareciam ficar distantes lá nos caminhos, de retoque nos cantinhos das passarelas iniciais.  As flores dos Grandes Vasos e dos pequeninos que ficavam dentro de cada cômodo da Casa e do lado de fora da varanda...

Quantas Flores!rs
Era como uma marca de cada singelo pensamento, sentimento, atuação e ação por uma escolha correta, divina, celeste e definitivamente certa na esscência de específico efeito

Pra quem não tinha muita paciência, flores em demasiado parecia um verdadeiro exagero.
Alguns de tanta impaciencia, achavam que melhor seria uma casa sem flores, pelo menos, não tinha muito o que fazer, era só chegar as seis horas da tarde, tomar um banho, tomar a refeição, assistir televisão e dormir. Não haveria tanto cansaço pela frente!

Não precisaria ter que acordar cedo, trocá-las de lugar, retirar do sol do meio dia, e recolher as mais sensíveis a noite.

Cuidar de Flores, não é para os insensíveis, nem os impacientes!


Mas.. o Professor não..  Paciencia nele era o que tinha em abundancia!

Já eram sete e meia da noite, e lá estava ele como todos os dias religiosos, sem titubear, regando, cuidando e analisando suas flores.

Não descansava até que a ultima flor estivesse guardadinha no seu lugar escondidinha e pronta para repouso, quase que se pudessem abrindo a boca e falando para ele

– Ok  professor tudo bem, boa noite, vá dormir.
Até as flores pareciam que tinham mais pressa que Ele.

Ele! Não tinha pressa!. 
Como!? Não tinha pressa!? 
Num mundo de Flores, onde elas tem horas e apenas alguns dias para existir?

Pensava em quantas vezes ali sempre estava, quando uma Princesinha passou porta a fora para o Jardim correndo em direção a ele, sorriso doce, aberto, com seus cabelos soltos pelo ar, num abraço grande e alegre.

Aquela Princesinha era a dona da Casa, de Mamãe e do Coração de Professor, chegava saltitante e coloca-se a conversar sobre as flores, como toda vez. Perguntando qual o nome de cada uma, e brincavam de quais eram as suas cores, adivinhando de olhos fechados e com quantas companhias estavam etc..  as horas passavam, e a conversa deles era sempre as Flores e seus encantos, e mais uma vez uma pergunta da Princesinha

- Titio porque as flores mais bonitas, vão embora mais rápido?
- Como assim querida?
- É Titio..  as flores bonitas, elas não gostam de mim
- Por que diz isso ?
- Toda vez que eu vejo uma  Flor no jardim da vovó  viva, bonita como um botão que se abriu pra sorrir pra mim, eu fico tão feliz tio, canto para ela, sorrio, danço em volta dela e..

Nessa hora o Professor interrompe a conversa da sobrinha e diz:

-  Ah! Agora descobri porque você pula tanto em volta dos vasos da mamãe!, dizia o Professor rindo e se lembrando porque todas as sextas feiras a menina rodeava cada vaso da vovó e pulava circulando em volta com suas cantarolas, inventando todo o tipo de frase, encenação e muitas e muitas vezes dramas sem fim... e depois, a menina se ia.

A menina interrompeu a pergunta e explicou para o tio

- Eu canto pra elas, eu danço pra elas, eu faço a festa.. mas nada.
- Há é?.. e porque você faz isso menina Perola ?
- Eu  faço de tudo para elas acordarem bem, e durarem toda a minha vida, e crescerem até ficarem do meu tamanho e talvez se tornarem gente! Mas..


A pequena menina se chamava Perola, vivia entre aquele jardim, conversando com a avó, seu tio e as flores.
Naquele momento, abaixou a cameça e começou a querer chorar reclamando para o Titio a tristeza que tinha com as flores, mesmo sendo feliz com todo aquele enorme jardim

- Toda vez que elas ficam bonitas se vão!, disse a menina com lágrimas nos olhos caindo pela face
 – Depois do dia que eu danço, elas ficam fraca, com fome, feia não crescem mais e morrem... só porque eu dancei..
- Será que foi eu quem cansei elas, cantando, dançando, encenando, e preparando todos os meus dramas!?

- O professor sorriu por dentro e olhou com um ar de ternura para a pequenina Perola, fez a sentar para conversar melhor

- Hó minha pequena, tenho certeza que não foi por causa de você que as Rosas e Flores da vovó se foram

- É sim Titio, elas não gostam de mim! Mesmo que são tão, mas tão, tão, infinitamente bonitas! Mesmoa assim me deixam. Toda vez que ficam bonitas, vão embora.

Só de falar a menina se sentia ressentida e incomodada. Fechava o semblante e seguia dizendo:
- Melhor então que fossem feias, descabeladas, desarrumadas, e  descoloridas, talvez dentuças, mas pelo menos.. não me deixariam abandonada depois de tanto festejar e dançar para que não morressem..

Lembrava-se de que alguns adultos diziam que, aquilo que é muito bom ou bonito, não dura para sempre
- Será ?

- Se a coisas boas e bonitas não duram para sempre, são elas então uma falsidade? Então o Senhor tio, vive num jardim cheio de beleza, mas é só o que há de Ruim? Não tem o que é bom? Já foi embora o que era para ser bom ?


Parecia um nó na cabeça da menina. Não confiava em coisa bonita, nem em flores bonitas. Tinha medo do que parecia bonito.
O motivo das flores bonitas sempre irem embora, fez com que a menina Perola tivesse trauma do que fosse bonito.
 

O Professor sorri para a Perola a sobrinha única da Casa. Volta para o serviço que estava realizando, desliga a água e certifica-se de que todas as flores já estão prontas para descansar em seu repouso, tomadas banho e alimentadas pelo dia em seu calor, no vento diário e nos pássaros que voaram por ali. 
Todas tiveram um dia bom.

- Pronto boneca, vamos entrar, temos muito o que conversarmos. Disse o professor pronto para ajudar a garota entender o que tinha acontecido.



🌹🤺“ Pela manhã semeia a tua semente, e à tarde não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará, se está, se aquela, ou se ambas serão igualmente boas”.Ec 11.6


🌹🤺“ Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e recreie-se o teu coração nos dias da tia mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; sabe, porem, que por todas estas coisa te trará Deus a juízo” Ec 11.9


🌹🤺E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará”
2 Co 9.6

🌹🤺 Restruturação 
17.1R





https://www.youtube.com/watch?v=0bZCfXT1uvs
Michel W. Smith - Freedom Battle

sábado, 16 de janeiro de 2021

 


17.  -:- GUERREAR – O PLANTAR DA VIDA JOVEM -:-  
Construção Emotiva
15 A 24 ANOS





“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo 
o propósito debaixo do Céu”


“ Tempo de  B u s c a r.. 

( para Edificar o Bem de Qualidade) ”
 Ec 3.1 – 5



 S e n s i bi l i d a d e _ p a c í f i c a_ em lidar 
com a_ T r a n s f o r m a ç ã o _ 
das_ circunstancias 



Perola estava animadíssima com a notícia de um Novo Coração. Não tinha muita ideia de como seria, mas só de saber que os assuntos prosseguiriam por aquele ambiente, já ajudavam ela a escapar do que ela nem conseguia identificar mais, o que foi. Nem tentava pensar muito, porque lutava para manter os seu juízo no lugar 

- Mestre, Mestre, é certo que ele poderá ter os segredos do Jardim ? Perguntou mais uma vez a menina correndo ao redor da mesa, enquanto Mestre recolocava as coisas em ordem 

- Você terá que descobrir querida conforme os acontecimento diante de você e bem de perto, as coisas do Coração a gente não deduz, a melhor forma é ver como viver um real coração, deixar que ele esteja ao lado e conviver com ele 

- Eu permito Mestre, permito que Novo Coração esteja nesse jardim, e também ao meu lado! Disse a menina um pouco afobada e tentando se controlar por dentro 

Sabia que teria de ter paciente, contra a sua ansiedade de ver as coisas resolvidas num piscar de olhos!  

Mestre deixou tudo pronto novamente, velho Coração estava dispensado enquanto a menina resolveu dar um passeio por perto do piquenique. Procurou se ocupar com alguma coisa enquanto Rei Amigo, o novo coração, não chegava. 

- Por certo ele está tentando ser cuidadoso em todas as coisas! pensou Perola 

- Por isso que ainda não chegou, deve estar tomando ciência de todos os seus passos e conhecendo todo esse jardim, vendo como ele está, disse a menina pra si mesmo a respeito do novo coração que Mestre havia lhe prometido que chegaria 






Enquanto caminhava pelos campos de flores, viu que Coração havia deixado cair alguns dos seus pertences

Perola encontrou um Relógio quebrado!, Era Novo Coração que havia perdido o seu relógio.  A menina se preocupou 

- E agora, o que será de Novo Coração? Ele está sem noção do tempo, perdeu o seu relógio? Por certo por isso que está demorando desse jeito, disse a menina pouco ansiosa e aflita com a demora de Novo Coração 

Foi caminhado pra ver se encontrava mais alguma coisa, martelando porque que Novo Coração deixara-se perder do seu relógio, ele não sabia afinal que tempo é ouro? 

Foi quando encontrou uma Túnica especial também abandonada no caminho, a menina teve receio de pensar ou verificar. Normalmente quem perde a Túnica e o Relógio já não querem mais andar em seu destino. 

- Por que Novo Coração chegaria a um ponto em que não quisesse mais andar, frente ao seu destino ? Afinal ele não era novo? Por certo estaria animado para se encontrar no jardim, para as novas informações dos tempos.., mas ele perdera o relógio, já não tinha então noção de como seria os novos tempos?...olhou a menina para a Túnica e para o Relógio quebrado mais uma vez 

Tomou-os em seus braços e seguiu caminhando

Mais a frente um pouco, encontrou um par de sapatos abandonados.

- Há não, disse a menina! Olhando para a sua própria ansiedade e tendo que faze-la se congelar, ao dizer para si tristemente  

- Ele não vai aparecer tão depressa! Eu vou ter que ficar a sós por um bom tempo mais uma vez?

De eufórica, a menina parecia ficar triste, mas era um bom sinal. Mesmo ainda que não entendia porque Novo Coração estava perdendo o seu relógio, sua túnica de proteção e os seus sapatos visivelmente novos e sem gastos, essa tristeza era sinal de que a menina queria conhecer realmente Novo Coração e saber o que Mestre Senhor tinha para auxiliar ela, no cuidado daquele jardim 

Diminuiu os passos, respirou fundo, procurou buscar mais paz, alem da pressa de sua ansiedade, desativou o botão da inquietação e pois se a concordar com os passos sozinhos 

Mais uma vez andando a sós naqueles imensos campos de flores e plantas e arvores em grande Terra onde morava vovó 

Cada segundo só, era perigo de irritação dentro dela, de um jeito que seu mau humor ativava, porque estava só, culpava até o ar por isso, e quanto estava no auge do seu estresse, não poderia aparecer uma mosca do lado que ela era capaz de morder, ao invés de saudar de tão nervosa por estar sozinha a menina ficava 

Era uma carência enferma, profunda, crônica, camuflada e asfixiada dia após dia, invisivelmente. E o mais difícil ainda, era que quanto ela estava mais atacada de revolta por si mesmo, qualquer coisa que aparece na frente ela não conseguia nem ver, nem cumprimentar, nem saber, nem desatentar do seu próprio humor desgostoso 

Assim estava ela, com os passos um pouco apressados de volta para o centro do jardim, onde estava a sua cadeira preferida 

Precisava pensar, nossa, e muito para acalmar os nervos, ou se pensasse mais do que a medida, termina-los de esquentar os pavios 

O Caminho de ida e volta foi longo, passara a tarde toda procurando por Novo Coração e nada de encontra-lo

- Que chato, se ele realmente quisesse aparecer, já o tinha feito! Disse ela pra si, brava com o constrangimento para si mesmo  

- Pra que que eu fui dar atenção e ter cuidado para esse sonho do Novo Coração? Agora me parece mais  vislumbre, uma nova enganação! Pensou e resmungou - Não sei pra que tanta demora, não tem motivo, não tem tanta enrolação!

- Será que eu tenho alguma coisa? Não é possível, nem as Flores, nem a Flor muda, nem a Aventureira, Nem o velho Coração, nem Mestre, agora nem o Novo Coração eu entendo? Isso é porque eu nem o vi ainda?

- Que será que tenho em mim? Será que não sou capaz de conviver? Sou tão ruim assim? Que será que eu tenho? Perguntava a menina brava, querendo chorar consigo mesmo 

Uma vez que nem Novo Coração queria se encontrar com ela, pra que se preocupar com o que mais?

Tudo era a mesma coisa!

Voltou correndo para ver se encontrava Mestre, mas ele já havia se ido, tinha outros assuntos pra resolver e seguia 

Respirou desapontada por não encontrar ninguém naquele jardim, nem no piquinique, nem ao redor daquela cadeira, e pois a sentar -se 


Nada acalmava ela, só a escrita alivia um pouco os conflitos do seu sofrer. Então pois se a tomar os papeis na mão e a continuar, mandaria cartas para Mestre?

Não, não falaria com Mestre mais, para não correr o perigo de Velho coração as tomar em seu lugar 

Escreveria para o Desconhecido, dessa vez resolveu não se referir a ninguém, mas apenas registrar, e tentar se acalmar ao escrever, estava cansada de esperar alguma coisa, fosse o que fosse, esperar era o mesmo que arrancar dela energias, era um desgaste aguardar qualquer coisa que fosse de alguém. Resolveu deixar qualquer endereçado livre, não queria sentir mais ligação em aguardar nada, isso pesava no resquício de saúde que sentia nos seus ossos.

- Não vamos esperar mais Coração! 

Disse a menina para si, não pra desprezar a ninguém, mas para desprender-se da dor 

Era triste saber que nem Novo Coração parecia se importar. As provas estavam ali, nas mãos dela, o relógio, a túnica, os sapatos 

- Qual o interesse que Novo Coração tem ou quer ? A menina fazia uma confusão danada dentro de si, tamanha a sua ansiedade 

As promessas para ela, deviam ser para o ano passado, e não para o próximo segundo! Que nervoso!

Parecia que o tanto que ela dormiu, não fora suficiente para se acalmar, nunca fora suficiente para ela. 


Resolveu escrever novas regras para si naquele jardim 

Afinal Novo Coração não chegava, de verdade não aparecia.


- Acabou a minha espera. 

A partir de hoje já não vou aguardar. 

Se eu aguardar eu morro de ansiedade 

e isso vai me enfermar. 


Se eu morrer de ansiedade, 

o que vai de mim restar ? 

Se não restar de mim mais nada,

o que poderei a Novo Coração ofertar?


Não tenho outra opção,

a não ser 

com a espera: acabar


Dizia com raiva, dizia com invocação, dizia com sorrisos escondidos, dizia com expectativas 

Imaginava isso lendo, Novo Coração 

Mas quando lembrava dele, logo se invocava de novo, e coloca-se as juras de esquecimento 


- Isso parece divertido, se um dia você ler 

mas tenha certeza, estou deixando, deixando de esperar você!


Estava acabado para as Flores, a Flor muda, a Aventureira, o Velho Coração, Mestre e agora até o Novo Coração, e todo o jardim da vovó, tudo estava encerrado, pensava ela 


De verdade o que estava por encerrar, não era todas as criaturas do jardim, mas a ansiedade da garota, que era sem fim, que fazia ela brigar com tudo e com todos amigavelmente dentro dela, simplesmente por estarem bem longe realmente de si. Ela brigava e queria distancia dos outros, porque os outros estavam distantes dela. 

Vai entender!

Até ela sabia disso, mas não conseguia parar de brigar dentro si, por causa desse desconforto 

Eu já dediquei tempo suficiente, agora não tem mais nada que esperar 

Respirou ela mais uma vez profundamente, sentada sobre a cadeira do jardim olhando para os Céus 


- Ajudai-me Mestre Senhor! Da - me paciência comigo mesmo! 

- Eu tenho uma guerra dentro de mim mesmo que não consigo vencer! 

- Ou será que agora, ela finalmente não mais existe?


Ficar sem encontrar o Coração, por um dia sequer era muito ruim, de verdade a menina sentia esse incomodo eterno.

- Chega! Voltava a escrever. - Não quero mais estar assim!    

- Vou sentar-me, sentar meus pensamentos, paralisar a minha corrida interna, deixar de querer fazer algo sozinha.

- Uma vez que estou sem coração, não devo mover-me antes que ele finalmente chegue diante de mim. Porque nada se faz, sem coração.

- Dessa vez, essa cadeira se tornou pra mim uma Cadeira Eterna, onde sempre estarei ali. Os que quiserem vir pra o meu lado, será uma bênção da paz compartir, mas de esperar e descansar nessa cadeira, não sairei mais daqui.   




https://www.youtube.com/watch?v=Jm1lW2RZD5k
Jaci Velasquez - On My Knees (Video)


 

 

 

 


 


 



 

 

    








 



sábado, 17 de novembro de 2018





17.  -:- GUERREAR – O PLANTAR DA VIDA JOVEM -:-  
Construção Emotiva
15 A 24 ANOS





“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo 
o propósito debaixo do Céu”


“ Tempo de  B u s c a r.. 

( para Edificar o Bem de Qualidade) ”
 Ec 3.1 – 5



 S e n s i bi l i d a d e _ em lidar 
com as_ consequências 

da ausência_ do 
A p e r f e i ç o a m e n to  
da_ própria _S e n s i b i l i d a de  




O portão estava encostado, quando Coração chegou para visitar a Mestre.
Chorou por todo o caminho de viagem, poucas as vezes parou para sorrir, quando a lembrança do tanto que lhe fazia bem a menina... lhe eram arrebatadoras em um sorriso.

- Sorriso que nunca mais vi!, pensava Coração angustiado, seguia como que desesperado por dentro procurando saber a resposta:
 - Quem poderá me ajudar ? 
- Quem poderá me tirar a lembrança de que ela morreu! 
E morreu por minha culpa? Não pode ser...

Coração andava pelas ruas desconsolado, não sabia para onde ir, para que ir, fazer o que, e onde se encontrar.... parecia que todos os sentidos se haviam ido embora, e todos de uma vez só, em uma hora só... não lhe restava nada mais...


Só havia um Consolador, em tudo isso. Esse era Mestre.
Ao fim de tudo, voltava-se ele para Mestre 
Ao resumo de todo o D e s t i n o  percorrido, encontrava-se ele com Mestre unicamente, novamente, mais uma vez.. 

Talvez fosse pra isso que todo o transtorno aconteceu. Para que ?
Para aprender ele à_ D e f i n i t i v a m e n t e_ conversar-se com Mestre às profundas e a sós como o Esperado por Mestre 

Coração sempre se esquivava de ser totalmente inteiro em um dialogo profundo com Mestre, de alguma forma, sempre havia alguma coisa para fazer, ver, realizar, e Mestre ficava para pouco mais tarde, afinal Ele era alguém de Eterna decisão de companhia, poderia deixar para depois...


Mas isso não deveria ser assim. Não era assim que se considerava alguém que lhe dedicara todo sangue e vida. Não era assim que se tratava Mestre.


O Amor deveria ser Fortificado - O Amor deveria ser Voluntário - O Amor deveria ser o primeiro a CAUSAR um IMÃ de aproximação entre 

Coração e Mestre Senhor 
mas por uma estranheza de algum interesse egoísta e material que não se identificava ao todo. Não foi assim.



O Raio x,  final de todo o Caminho, mostrava-lhe problemas: a perca da menina Amada 

Voltaria coração para Mestre, para o ultimo exame, que já poderia ele ter uma ideia do resultado.

Não estava tudo bem.
Não se sentia bem.

Talvez tivesse que pagar alguma sentença, das suas ações ou omissões.
Talvez tivesse um preço eterno a lidar por causa da sua distancia de Mestre Senhor

Não dava pra saber. Só Mestre Senhor para dizer à Coração.


Empurrou um pouquinho o portão, e pode ver Mestre de joelhos terminando de colocar a grama verde em cima de onde havia enterrado a menina, ao lado da cadeira de madeira polida. 


Estava Mestre com os olhos inchados também. Havia prometido passar aquela tarde num piquenique particular ao lado da Amada morta e enterrada.  

Esperando Coração chegar, para passar a tarde, quem sabe com a presença de Coração Mestre poderá sentir de alguma forma a Consideração dos dois, e ressuscitar a garota. 


Mas isso só se fosse Verdadeiro, algo que Mestre pudesse sentir que era de Verdade, com acordo a Coração

Caso contrário permaneceria a menina morta, jamais Mestre fazia alguma coisa sem sentido, ou sem verdadeiramente sentir, e principalmente com a presença de Coração 

Era mais sério ainda.


A tardezinha estava silenciosa, tarde de olhos embargados. 

- Ela fez o melhor que pudia, disse Mestre à Coração 

- Sim Senhor, de alguma forma eu percebi, respondeu coração abaixando a cabeça

Mestre afastou a cadeira de madeira para a direita e fez sinal para Coração

- Por favor, sente-se 
- Obrigado Senhor, respondeu Coração, que ao se sentar, não suportou o olhar de tristeza, carinho, ternura, mansidão, compreensão e dor de Mestre


- Eu simplesmente não acredito! Disse Coração em lágrimas - Mestre eu não acredito, não consigo colocar essa ideia dentro de mim, que depois de tanta coisa, depois de caminhar por tanto tempo com Perola, ela simplesmente tenha morrido ?

- A Vida Eterna só é vista, depois dessa realidade meu Amado, enquanto se está aqui, pode-se estar propício à morrer 

- Mas por que ela ? Ela seria a pessoa que mais demostrava vida, força do Senhor, Graça da tua palavra, por que ela, teria que morrer ? Dizia Coração compulsivamente...


- Meu filho, ela estava sozinha, não sabe o risco de alguém que vive brigada com o Coração?
- Eu sei, mas confiei que ela estivesse com o Senhor, ela jamais deixa o Senhor por nada, com certeza ela iria ficar bem 

- Coração, as pessoas ficam bem comigo, quando elas estão bem com elas, e isso acontece quando elas tão bem com você!

- Mas eu não sou o primeiro, o primeiro é o Senhor Mestre!

- Sim, eu sei que sou o primeiro, mas nem sempre as pessoas conseguem me ouvir, quando estão brigadas com o Coração! Nem sempre as pessoas conseguem me  ver, ou enxergar o que eu faço se estão sem Coração, se estão longe de você!


Mestre se colocou de pé e virou de costas, falando lhe algo que doía até mesmo nele, mas era preciso em tom de sentença 


- Você deixou ela, sem você. Ela ficou sem Coração. Nada mais que a sua presença resolvia, mas você se foi, sem piedade, por todo o longo período e distancia.  


Coração começou a chorar novamente  

  
Mestre se pôs a sério, era hora de falar de essências com o Coração que parecia um menino às lagrimas 

Mestre voltou-se para coração, agachou -se a altura de Coração sentado e disse:


- A minha questão para contigo é: 
- O que o fez atraído no caminho, para desprezar por tanto tempo à Perola ?
- Fizestes aliança com Quem para desprezar essa menina por tanto tempo ?


Mestre não se aguentou, 
levantou-se com ira e pôs se a empurrar a mesa com o chá e ultimo café que a menina tinha posto para ele, começou a lançar as almofadas ao longe.. e a dizer aos prantos, ao berros e aos clamores... expressando a sua mais alta dor... dizendo  


- Eu te mandei fazer alguma coisa com interesse de homens ?
- Eu te mandei fazer algum acordo de interesse seu próprio, sem antes cuidar dessa menina que tinha ligado seu Coração a você ?
- Eu te ordenei ter outros interesses que não fosse os meus ?
- Por que te demoraste para voltar a realmente cuidar dela?


Todo o piquenique desmontado, pelo nervoso de Mestre Senhor 


 - Se fosse para você fazer acordo com outros pelo caminho, eu não teria te enviado Perola para você cuidar primeiro, eu teria feito você sair por ai realizando negócios, com outras importâncias  





Voltou para Coração de novo e lhe deu uma chacoalhada nos braços 



- Eu te dei ela para cuidar, não foi para brincar de espera 
- Acaso Eu não sei fazer as coisas ?
- Acaso Eu não sei preparar os Tempos ?
- Acaso Eu não sei medir as ordens Certas ?
- Estava eu muito adiantado, quando lhe apresentei a Menina ?

- Eu sabia o que tinha preparado, tu não soubestes ver, e por mais dos anos que te tenho mostrado, ignoraste todo o meu falar, o meu dizer, Saber. 




Mais uma vez, Mestre não suportou e chorou em voz alta, para toda natureza ouvir, gritando aos soluços disse :



- Eu permiti que ela morresse!
- Mesmo com toda a força de vida dela e toda a vontade de permanecer feliz que ela tinha, Eu a matei! 
- E sabe para que ?  perguntou Mestre voltando para Coração que estava sentado... e dizendo em voz baixa 


- Para que você voltasse Coração...
- Para que você viesse a MIM 



- Para você entender SEVERAMENTE, PROFUNDAMENTE, GRAVEMENTE, ( e esse entender seu só podia ser através de uma causa SEVERA - PROFUNDA e GRAVE,)  a fim de que você finalmente enxergasse por dentro das suas entranhas, de que você é importante quando eu te fiz, para as pessoas que ligam o seu viver com o seu Coração 

- Você foi feito com um Poder de INFLUENCIA SEVERO e deve ter CUIDADO com aqueles que eu te dou para CUIDAR 

- Você foi criado por mim para ser A MINHA EXPRESSÃO, REPRESENTAÇÃO e DIREÇÃO e NADA pode atrapalhar o seu desenvolver em mim


Levantou-se de novo, lembrando-se de todo o Nervoso e gritou por ultima vez:



- E não para FAZER  com as pessoas, o que você quer DA SUA MANEIRA! 
- E não para NEGOCIAR os seus PLANOS, sem cuidar DO QUE EU FAÇO, DO QUE PRIMEIRO EU REALIZO na sua vida!

  
Sua ira aumentou de novo, a Dor estava muito grande nELE 


- Se você estava pensando em alguma coisa, deveria ter PELO MENOS pessoalmente ido perguntar para PÉROLA o que ela gostaria que fizesse, se caso você queria concordar com alguma coisa no caminho



- E não DEIXA-LA a SÓS!
- e NÃO MATA-LA !



Levantou-se e se virou de costas depressa se afastando um pouco, para se esfriar, não queria tocar em Coração a ponto de feri-lO,  não queria fazer dano à Coração, tinha prometido à Perola que lhe fez garantir que nada de mau faria à Coração, por mais que lhe fossem as falhas





Depressa se agachou onde estava a menina, e em Desespero Mestre começou a desenterra-la de onde estava com as próprias mãos 



Nada tinha que fazer Coração
Nada tinha que falar 
Nada tinha que explicar
Nada tinha que reagir 


só lhe restaram as lágrimas  



O Nervoso de Mestre estava incontrolável por lembrar da Dor da menina.


Desenterrou - a, arrumou a mesinha do café de volta, tirou ela da Terra, tirou de sobre ela toda a terra que havia restado, dizendo:


- Minha querida, minha amada, eu sei que ele não cuidou de você, mas eu cuido, eu sempre cuidarei, ainda que eu permiti que morresse e foi para que Coração entendesse que ele não te cuidou.... dizendo, limpando a menina e chorando com suas lágrimas sobre ela, Mestre concluiu..

- Mesmo assim querida, eu te cuidarei, eu te Despertarei, eu te farei viver ainda mais do meu Amor, eu te farei vencer ainda mais com minha Vida, te colocarei uma força ainda maior de realização...



Coração estava parado!
Não entendia mais o que poderia Acontecer 


- Haveria Mestre de Ressuscitar a Menina ?
- Sem antes que Coração próprio lhe pedisse ?


- Que poderia acontecer ?



Mestre haveria de ressuscitar a menina, não por causa de Coração, Ele lhe havia aborrecido, e essa dor ainda não havia passado.


Mas ia trazer a menina de volta, porque Amava-lhe com todo o viver e ser. Não suportava de ver a menina enterrada  e morta. Não suportava a ideia de lembrar das tantas vontades de vida da menina se ir ao leu. Tanto que ela Amava o Mestre, tanto que ela considerava o Viver.

Não poderia ela, deixar de Viver!
Não poderia ela, deixar de Conhecer o Melhor da Vida!

Simplesmente, porque um Coração, não lhe deu atenção. Na hora Devida, na hora Precisa.


Enxugou as lágrimas, diante de Coração e disse:


- Eu vou ressuscita-la, mas ela virá com um outro viver. - Ela virá diferente. Ela já não estará como antes esteve para você!




Coração se assustou com o dizer de Mestre:

- Mas.. mas.. o, o Senhor Mestre, vai lhe dar outro Coração ?


- Não...ela ainda estará sem Coração, disse Mestre, falando com ternura ao olhar para ela, morta à mesinha 

- Ela terá um tempo, para conhecer outro Coração, lhe darei a capacidade de examinar a vida, e escolher como um Presente o Coração que desejar 


Isso foi Doloroso para o primeiro Coração, quase não consegue falar 


- Essa será a sua repreensão Coração, disse Mestre


- Voltarei ela a vida, é os eu desejo e o meu também, mas o tempo é dela agora, e eu quero que ela dedique tempo a um novo amigo Coração.



- Ele virá aqui ? Perguntou o velho Coração 
- Ele já está vivo, já o preparei sem que Perola soubesse, está por aqui, e em breve irá buscar onde Perola está 


- Como este novo Coração existiu Mestre ? Perguntou o primeiro e velho Coração, meio enciumado 


- Eu lhe contei dela, sem ela saber   

- O Senhor Mestre ? 

- Sim, eu criei um dia em que ele viu a Perola, sem ela imaginar que era Eu que estava mostrando
- E ai ?
- Coloquei incentivo, motivação e curiosidade nele de buscar saber o que estava acontecendo com Perola, mas não lhe permiti que se aproximasse dela a ponto dela saber 


- Mas Mestre, porque deixaste isso acontecer ? Perguntou o velho e primeiro Coração 

- Porque queria chegar aqui, queria chegar ao dia de hoje, queria chegar até você, queria olhar bem dentro dos seus olhos, e mostrar através de fazer você sentir, que as suas reações são de EFEITOS IMPORTANTES e por isso tem que tomar cuidado com o que faz e com o que não faz. 



- Estas triste comigo Mestre ? perguntou Coração 
- A minha tristeza não me destrói, se você tem força e capacidade de obedecer o que eu sigo a lhe dizer. Logo minha alegria voltará, disse Mestre com meio sorriso, olhando para Pérola morta 


- Ela vai voltar, disse Mestre, olhando com Esperança para Coração. - Mas te verá como Amigo, e te tratará como Amigo, assim como outro Coração 



- Quando que ela poderá me ver como um Amor aliado Mestre ?
- Só a convivência Real a fará decidir 
- Mas ela terá força para manter se amiga, do Coração que se chegar a ela ?
- Sim, a morte que eu a fiz passar, a preparou para viver primeiro, só para mim



- O Senhor sabe dizer se vou conquista-la novamente ?

- Vai depender da convivência real e feliz que ela realmente tiver 
- Vai depender de ela não ter divergências com o Coração que estiver com ela 
- Vai depender de toda a Igualdade que ela sentir e aperceber em todo o seu conviver 



- Quando poderei ver ela ?
- Agora, já 

- Mas e o outro Coração quando poderá ver ela ?
- A hora que ele também quiser, agora, já! Aliais estou muito contente com ele, tem se mostrado disposto a me dar uma chance... e estou muito animado com isso, através dele poderei realizar obras excelentes em sua vida e de Perola também, torço para que não se demore, há muito trabalho para fazer. 


- Mestre, como vou suportar tudo isso ?
- Sendo imediato, e respeitando os limites dela 


- Quais serão os limites dela Mestre ?
- Exigirá amizade, convivência, e provas de que você estará sempre me ouvindo em primeira mão urgentemente sobre tudo, vai ser um teste onde não se sabe quanto dura 


- Poderei estar aqui, mesmo se o outro Coração estiver ?

- Sim, sem problemas, como disse ela está primeiro formada para Amizade e trabalho, e seu Novo Amigo Coração lhe ajudará em muito trabalho. E eu preciso que ele exista e venha, tenho pressa porque através de trabalhar ao lado dela, vou preparar ele para uma obra grandiosa e etapa poderosa comigo, através da vida dele.


- Deixarei meus negócios então Mestre, cancelarei minhas propostas que fiz no meio do caminho com outros e  voltarei a minha dedicação, só não sei o que vou fazer quando ela estiver falando com outro Coração 


- Quando acontecer, venha conversar comigo, eu ainda sou a melhor companhia, quando outro não pode falar com você, por certo nessa hora, eu tenho algo maior a te instruir e te falar em alguma realização que estarei fazendo na sua vida .


- Te cuidarei, não lhe faltará amparo  



Disse Mestre, ao inclinar-se aos ouvidos da menina e dizer :


 - Querida perdoe-me por te fazer morrer, foi necessário, mas por favor Desperte para mim, te darei vida para que você volte ainda mais para mim, eu prometi te cuidar e aqui estou, agora é a hora meu amor, é hora de viver.  



A Menina acordou dizendo:

- Mestre, onde está meu Amigo Rei ?

- Amigo Rei ? perguntou Mestre

- É o Guardador de Segredos daqui, sonhei que ele estava guardando algumas coisas que pertencem a mim, e preciso encontra-lo Mestre. 



Disse a menina animada, com a novidade, sem dar muita importância com a aparente bagunça que parecia acontecer ao redor do piquenique que ela havia arrumado.



Deu um pulo da mesa, ao chão, abraçou a Mestre cheia de vida e disse:


- Mestre o Senhor vai demorar muito pra me mostrar o Amigo Rei ? 



Não tinha reparado que Coração estava ali, não conseguia reconhece-lo. Apenas saudou o rapidamente com ternura.


- Esse é um Amigo que me serviu como o Instrutor que guia as pessoas na terra querida até aqui. Disse Mestre 

- A sim, e o Amigo Rei Mestre ? Quem é ?

- Já o convidei, está para chegar querida.


Mestre esperava mesmo que Amigo Rei o Novo Coração viesse, já lhe tinha falado a respeito de outro Coração existente, já lhe tinha preparado, de que era necessário realmente, levar a sério a importância de se existir e realmente vir.


- Não vejo a hora dele chegar Mestre, ele está com os Segredos! disse Perola encantada com o que havia sonhado enquanto estava morta 


- Sim querida eu também!...disse Mestre, voltando a preparar a mesa, para servir, aguardando o novo Coração.
   





https://www.youtube.com/watch?v=9OfcCAJeB2Y
Michael W. Smith: This Is Your Time (Instrumental)