17.
-:- GUERREAR – O PLANTAR DA VIDA JOVEM -:-
Construção Emotiva
15 A 24 ANOS
“Tudo
tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do Céu”
“
Tempo de Buscar..” Ec 3.1 – 5
Lidando com Inconformação
e Saudade
Como
cuidar das Flores ?
Como
as fazer viver!
O ponto central desse diálogo
Era a questão de Pérola, mas para o seu Tio, a questão maios
tratava-se de:
Como fazer essa menina entender, o seu valor, quem ela é ?
Estava quase dormindo de tanto falar, sobre quantas e
quantas vezes tentou salvar as flores a beira dos seus funerais, quantas vezes
lhes explicara sobre a beleza de suas vidas, e como era importante viver,
manter o jardim vivo, em cores, em zelo e perfume agradável.
O Professor ouviu, ouviu e ouviu, e então começou a falar
- Não fique assim, existe tantas flores no Jardim!
-Não fale assim, eu fico ainda mais triste
-Por saber que existe mais flores no Jardim?! E se não existisse
flores Pérola? E se houvesse só uma meia
dúzia de margaridas e pronto? Você desistiria ? Não viveria ?
Um meio sorriso invocado a menina disse
- Não viveria
- rs acha que pode isso! Está triste porque eu disse que
tinha outras flores?
-Sim
-Por que ?
-Porque o Senhor sabe, no coração a gente nunca coloca um no
lugar de outro.
- Certo
- O Coração é como o Universo, tem espaço para toda a existência
definida
- E então ?
- Então eu sofro mais, quando alguém me tenta forçar achar
que outras flores podem ser as flores que eu gostei.
Em terra das Flores, onde era a raiz de muda de cada uma
delas, que vinham para o Jardim, havia uma Lei em que o valor maior era : O
RESPEITO ao gosto. Cada um em sua terra tinha um gosto, e cada gosto tinha uma
razão e uma identificação própria. E lá, depois que alguém achasse o seu
próprio gosto, não deveria renunciá-lo. Nem forçá-lo, nem vende-lo, nem desprezá-lo,
nem abandoná-lo, nem feri-lo, nem desgostá-lo. Era uma aliança eterna vinda da
Terra das Flores. O gosto era irreversível. Apenas duas Leis permaneciam acima
da LEI do RESPEITO ao GOSTO. Era a Lei da QUALIDADE DE MESTRE, e a Lei da
OBEDIENCIA a MESTRE. Do demais, as Flores respeitavam e se apegavam a todo zelo,
ao gosto próprio do que recebiam e tinha da vida. E nessa Lei, Pérola vivia e
aprendia em todo o esforço a se direcionar. Respeitar, a si mesmo, e a seu
próprio gosto, estilo e preferência.
- Quem gostou foi eu
Tio Fontes, portanto o meu gosto não se vende, não se rende, não se troca, como
se fosse simples. Jamais esquecerei o meu coração, o meu gosto.
Percebeu o professor que a menina iria se ferir ainda mais,
se insistisse ele em querer faze-la se distrair com as outras flores do jardim.
Era uma perca de tempo, tentar resolver os conflitos das flores prestes a serem
mortas pela substituição presente de todo um jardim Belo, florido e cuidado por
ele próprio.
Mas as flores se iam, uma hora a menina ia ter que entender,
enxergar e saber que cada existência, segue o seu percurso natural de viver.
Cumprem cada fase e se vão. Isso não é só para as flores, é para o propósito de
cada existência, com ela existe suas medidas.
Mas se cada flor que morresse no jardim, principalmente
quando a menina conta com a existência dela, e depois do funeral, aumenta o seu desvalor próprio da garota,
então o Professor tinha que correr, era melhor que se atentasse para um desafio.
- Tio para mim cada Flor tem nome, e cada nome tem uma
identificação de efeito, de importância, o dia que nasceu, porque nasceu,
quando nasceu, quando tempo nasceu, como me ajuda a existência dela, e como me
faz bem, te-la visto a seu tempo. Nem que eu sabe que ela infelizmente talvez
possa morrer! Disse Pérola, meia inquieta e de cabeça baixa, triste. – Mas não
são todas iguais. Nem são substituíveis. Se fossem todas iguais, tudo seria de
uma cor só e preto. Mas se em tudo tem a sua própria qualidade e cor é porque
cada coisa tem um significado e uma importância única.
- Que dizer! Ou o que fazer? Pensava o professor. Na
verdade, nada. Ele não iria fazer nada. E a realidade era que não tinha como
tomar-se uma decisão contra a própria origem de natureza humana vivida. As
flores existiam, mas se iam todas para um funeral. O que ficava delas era o que
valia. Mas o registros dos tempos bons para a menina, eram difíceis. Ela não
conseguia recordar-se muito do que lhe fora bom. Sentia mais a for da perca. E
isso não era bom.
- Você esta certa em entristecer-se, e tem direito de
expressar-se com toda a razão. Caso contrário, poderia eu ver um coração de
pedra, e não de carne em você querida. Bom saber que o senso de consideração e
sensibilidade natural está intacto e real em você, mas preciso dizer algo em
que você terá de ser mais forte que a dor pelas flores que se vão. Você terá
que ter paz e compreensão para ouvir..
- Tudo bem Tio, ok.
- As Flores não vivem para sempre querida... – você não sabia
?
- Sabia sim tio mas..
- Talvez elas possam ser vistas por você como encantos. Os
encantos existem, são reais, são lindos, sinceros, puros, ressuscitam o que há
de melhor em nós mesmos, mas não são para sempre. Eles tendem a ser um período
de nossas vidas.
A Menina enxugou as suas próprias lagrimas com as mãos e
disse
- Já não estou mais encantada
- Há não está mais? Por que ?
- Porque sei que elas não viverão para sempre, elas não tem
vida para sempre em si, não podem acompanham o tanto dos dias de vida como eu,
mas isso não me dá o direito de substituí-las em meu coração.
- Ok, mas então vai levar o que desses dias menina? - Lembranças
ruins? Com aflições ? Dores? Como se nunca você houvesse percebido o quanto têm
valor, e o quanto foram belas?
-Acho que essa dor não é pelo fato que elas tem de ir embora
- Há não ?
- Acho que essa dor está em: pouco você ter tido, do melhor de
sua convivência com elas, em qualidade.
A Saudade do que é bom e vivido, não dói tanto, quanto a inconformação do
que nunca existiu.
“ Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e recreie-se o teu
coração nos dias da tia mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela
vista dos teus olhos; sabe, porem, que por todas estas coisa te trará Deus a
juízo”
Ec 11.9
Michael W. Smith - The Giving

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