sábado, 18 de março de 2017



17.  -:- GUERREAR – O PLANTAR DA VIDA JOVEM -:-  
Construção Emotiva
15 A 24 ANOS
 “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do Céu”
“ Tempo de Buscar..” Ec 3.1 – 5

 

Lidando com Inconformação 
e Saudade 
  
Como cuidar das Flores ?
Como as fazer viver!


O ponto central desse diálogo
Era a questão de Pérola, mas para o seu Tio, a questão maios tratava-se de:



Como fazer essa menina entender, o seu valor, quem ela é ?


Estava quase dormindo de tanto falar, sobre quantas e quantas vezes tentou salvar as flores a beira dos seus funerais, quantas vezes lhes explicara sobre a beleza de suas vidas, e como era importante viver, manter o jardim vivo, em cores, em zelo e perfume agradável.


O Professor ouviu, ouviu e ouviu, e então começou a falar


- Não fique assim, existe tantas flores no Jardim!
-Não fale assim, eu fico ainda mais triste
-Por saber que existe mais flores no Jardim?! E se não existisse flores Pérola?  E se houvesse só uma meia dúzia de margaridas e pronto? Você desistiria ? Não viveria ?

Um meio sorriso invocado a menina disse


- Não viveria
- rs acha que pode isso! Está triste porque eu disse que tinha outras flores?
-Sim
-Por que ?
-Porque o Senhor sabe, no coração a gente nunca coloca um no lugar de outro.
- Certo
- O Coração é como o Universo, tem espaço para toda a existência definida
- E então ?
- Então eu sofro mais, quando alguém me tenta forçar achar que outras flores podem ser as flores que eu gostei.

Em terra das Flores, onde era a raiz de muda de cada uma delas, que vinham para o Jardim, havia uma Lei em que o valor maior era : O RESPEITO ao gosto. Cada um em sua terra tinha um gosto, e cada gosto tinha uma razão e uma identificação própria. E lá, depois que alguém achasse o seu próprio gosto, não deveria renunciá-lo. Nem forçá-lo, nem vende-lo, nem desprezá-lo, nem abandoná-lo, nem feri-lo, nem desgostá-lo. Era uma aliança eterna vinda da Terra das Flores. O gosto era irreversível. Apenas duas Leis permaneciam acima da LEI do RESPEITO ao GOSTO. Era a Lei da QUALIDADE DE MESTRE, e a Lei da OBEDIENCIA a MESTRE. Do demais, as Flores respeitavam e se apegavam a todo zelo, ao gosto próprio do que recebiam e tinha da vida. E nessa Lei, Pérola vivia e aprendia em todo o esforço a se direcionar. Respeitar, a si mesmo, e a seu próprio gosto, estilo e preferência.

-  Quem gostou foi eu Tio Fontes, portanto o meu gosto não se vende, não se rende, não se troca, como se fosse simples. Jamais esquecerei o meu coração, o meu gosto.
Percebeu o professor que a menina iria se ferir ainda mais, se insistisse ele em querer faze-la se distrair com as outras flores do jardim. Era uma perca de tempo, tentar resolver os conflitos das flores prestes a serem mortas pela substituição presente de todo um jardim Belo, florido e cuidado por ele próprio.

Mas as flores se iam, uma hora a menina ia ter que entender, enxergar e saber que cada existência, segue o seu percurso natural de viver. Cumprem cada fase e se vão. Isso não é só para as flores, é para o propósito de cada existência, com ela existe suas medidas.

Mas se cada flor que morresse no jardim, principalmente quando a menina conta com a existência dela, e depois do funeral,  aumenta o seu desvalor próprio da garota, então o Professor tinha que correr, era melhor que se atentasse para um desafio.

- Tio para mim cada Flor tem nome, e cada nome tem uma identificação de efeito, de importância, o dia que nasceu, porque nasceu, quando nasceu, quando tempo nasceu, como me ajuda a existência dela, e como me faz bem, te-la visto a seu tempo. Nem que eu sabe que ela infelizmente talvez possa morrer! Disse Pérola, meia inquieta e de cabeça baixa, triste. – Mas não são todas iguais. Nem são substituíveis. Se fossem todas iguais, tudo seria de uma cor só e preto. Mas se em tudo tem a sua própria qualidade e cor é porque cada coisa tem um significado e uma importância única.

- Que dizer! Ou o que fazer? Pensava o professor. Na verdade, nada. Ele não iria fazer nada. E a realidade era que não tinha como tomar-se uma decisão contra a própria origem de natureza humana vivida. As flores existiam, mas se iam todas para um funeral. O que ficava delas era o que valia. Mas o registros dos tempos bons para a menina, eram difíceis. Ela não conseguia recordar-se muito do que lhe fora bom. Sentia mais a for da perca. E isso não era bom.

- Você esta certa em entristecer-se, e tem direito de expressar-se com toda a razão. Caso contrário, poderia eu ver um coração de pedra, e não de carne em você querida. Bom saber que o senso de consideração e sensibilidade natural está intacto e real em você, mas preciso dizer algo em que você terá de ser mais forte que a dor pelas flores que se vão. Você terá que ter paz e compreensão para ouvir..

- Tudo bem Tio, ok.
- As Flores não vivem para sempre querida... – você não sabia ?
- Sabia sim tio mas..
- Talvez elas possam ser vistas por você como encantos. Os encantos existem, são reais, são lindos, sinceros, puros, ressuscitam o que há de melhor em nós mesmos, mas não são para sempre. Eles tendem a ser um período de nossas vidas.

A Menina enxugou as suas próprias lagrimas com as mãos e disse

- Já não estou mais encantada

- Há não está mais? Por que ?

- Porque sei que elas não viverão para sempre, elas não tem vida para sempre em si, não podem acompanham o tanto dos dias de vida como eu, mas isso não me dá o direito de substituí-las em meu coração.


- Ok, mas então vai levar o que desses dias menina? -  Lembranças ruins? Com aflições ? Dores? Como se nunca você houvesse percebido o quanto têm valor, e o quanto foram belas?

-Acho que essa dor não é pelo fato que elas tem de ir embora
- Há não ?

- Acho que essa dor está em: pouco você ter tido, do melhor de sua convivência com elas, em qualidade.


A Saudade do que é bom e vivido, não dói tanto, quanto a inconformação do que nunca existiu.




“ Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e recreie-se o teu coração nos dias da tia mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; sabe, porem, que por todas estas coisa te trará Deus a juízo” 
Ec 11.9






Michael W. Smith - The Giving

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