segunda-feira, 17 de setembro de 2018



17.  -:- GUERREAR – O PLANTAR DA VIDA JOVEM -:-  
Construção Emotiva
15 A 24 ANOS


“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do Céu”
“ Tempo de Buscar..” Ec 3.1 – 5








A menina estava agradecida por completar uma excelente etapa e perceber que de todos os conflitos com o Jardim, ela pelo menos passara a conseguir ter coragem de lidar com as Flores da vovó.


Isso não evitava que a menina estivesse exausta de cansaço pelo próprio esforço do desafio.


Lembrar das Flores do Jardim era como ter bons pensamentos e querer a felicidade e bem estar de todos os que passassem por ali, e isso a fazia se sentir bem


Ao mesmo tempo que lembrar de que a única coisa que realmente ela conseguiu fazer foi expulsar todas elas, a aborrecia por não saber tratar com delicadeza a situação.


Nunca aprenderia ela ?


Ou já sabia desde muito que o devia fazer mesmo é manter se à distancia de tudo e de todos!


Agora já não tinha Coração, não tinha as Flores, não tinha a sua Flor preferida, e nem a Florzinha salva do Precipício.


Talvez esse jardim tenha que ficar só com ela mesma, pensava contrariada. Tão nervosa que estava a ponto de brigar com quem falasse em flores pra ela. Tocasse em qualquer assunto, fosse amigo pra o que fosse, mas não lhe falasse em lidar com Flores!




Depois da expulsão Mestre se aproxima da menina, sabendo que ela teria de acalmar, sabia que ela teria muito o que falar




E era verdade, e menina estava indignada com não sabia se o que.
Não sabia se era com a incapacidade dela de lidar com as Flores, com Coração, com a Rosa preferida, ou a Florzinha do Precipício.
Ou se devia ficar brava com todos, pela causa sabe lá do que! Ela não entendia. Só sabia que não conseguia se entender com todos e isso a deixava muito nervosa e não sabia por que.
Queria falar, mas se falasse explodiria num nervoso que nem queria ter, e como não queria expressar o que não queria ter, preferia controlar a sua exaustão. Afinal não devia ela explodir ao lado de Mestre, muito menos com Mestre, menos ainda para Mestre.


Se ela falasse acabaria por ficar muito nervosa com Mestre, então preferia não dizer nada. Mas não dizer nada naquele campeonato da situação iria dar um enfarto nela de tão entristecida por ser indelicada com tudo e com todos. Já não tinha pra onde fugir.


Aprendera controlar as suas Emoções, isso era dever no Jardim, para sempre. Mas esse próprio dever parecia que ia mata-la.


Olhou para Mestre com um meio sorriso de compreensão e seguiu em direção a sua cadeira no Jardim e pois se a escrever.


Não disse nada para Mestre. Não queria aborrece-lo, nem mexer feridas que não tinha palavras que solucionassem a questão. Não queria pressiona-lo a fazer nada, menos ainda a impor uma disposição de mudança ou que talvez ELE tivesse o próprio tempo.



O nervoso não era tanto com Mestre, era mais com a própria situação que a menina não conseguia entender. Mas ela não estava em situação e condição de resolver, nem mesmo de falar apenas pra desabafar. -Jardim não é lugar de palavras ao vento, a toa sem efeito, pensava ela, com papeis na mão.


Sabia que Mestre sabia o que ela tinha. Ela era que não sabia o que acontecia. E isso a ultrapassava do limite de exaustão desde muito tempo, sem compreender.


Abandonar o Jardim, a casa da Avó e do Tio. Não vir pra cá nunca mais. Era o que pensava a menina a fazer. Se as Flores voltassem o próximo verão, que ficassem sozinhas e sobrevivessem de cuidados próprios de Mestre.


Seria muito difícil para ela, visto que o seu sonho era Dançar com Rosa e ornamentar seu viver com as flores de um cuidado jardim de Mestre.


Mas chega! Ela estava sentindo a beira da própria morte, pela saúde debilitada de tanto esforço em tentar entender as Flores e cuidar delas.


Uma vez que fizer um juramento e prometer a Mestre não querer nenhuma Flor e que vai se viver fora do jardim, é pedir que ele afaste pra sempre essa possibilidade de jardim para a menina, e jamais a promessa poderia ser desconsiderada. Caminhar sozinha deve ser uma decisão bem pensada a respeito, era o que tinha em mente e chegava a tal.


- Não vou dizer a ele que não quero Flores, nem jardim, nem companhia na Jornada, pensava a menina - Vou deixar ele vir falar!


Pensava a menina sobre Mestre se aproximar e tocar no assunto. Ela estava pronta, não para ser indelicada, mas para mudar o dialogo. Não queria mais jardim, estava exausta disso, queria apenas sua amizade e convivência real.


Mas será que a menina estava pronta para cumprir o que pensava ?


Pensou Mestre Senhor, escutando os pensamentos da Garota


- Será que os conflitos da cabeça dessa menina alteraram sua posição de definição ?




Antes de se aproximar de Perola, Mestre Senhor tomou aquela Flor preferida da menina nas mãos e trouxe para perto da garota.




- Olá querida, esta é para você, vai conviver com você! Disse Mestre, enquanto a menina parou com as escritas na mão


- Não Mestre, muito obrigada! Disse a menina ressabiada


- Não quer Flores querida ? - A sua preferida! A melhor que você gostou ? Disse Mestre com delicadeza




- Obrigado Mestre, mas não quero Flor, se o Senhor quiser, só a sua companhia e dialogo basta.


Dizia a menina assim, para não deixar Mestre triste, mas na verdade, nem conversar muito a menina queria.




E de verdade cumpriu. Ficou tempo todo de diálogo sem tocar em Flor.


O que ela queria então?
Ela queria mesmo depois de todo o estado dela era agora só passar aquelas horas em silencio com Mestre ao lado. Conviver, e ver as reações dele, conhecer ele. Talvez vendo como ele lidava com a vida o dia inteiro, pudesse ela aprender como lidar com a vida também e inclusive com o jardim e as Flores que se tornaram um assunto insuportável pra cabeça da menina e as suas emoções.
Mestre ficou triste, porque justo na hora em que Ele trouxe a Flor preferida para a menina, ela não queria ouvir falar de Flor. Ficou tão triste que pensou em se afastar de tanta dor.

Mas se Ele se afastasse iria chorar muito, e por certo a Flor também ouviria seu choro. E o que fazer ? Onde deixar a Flor enquanto ele pudesse se esconder e virar o rosto para chorar ?
Não tinha jeito. Nem lugar para deixar a Flor, nem modo de convencer a Menina, nem como se controlar ao lado dela, sem se derramar aos prantos.
Mestre também estava aos limites de Sensibilidade, cheio de emoções e lagrimas interiores. Como fazer com que essa menina melhore? Nem a Flor dela mesmo à Desperta ? Isso era assustador para Mestre, quase desesperante.
- Será que ela vai me rejeitar, será que nunca ela vai me entender ? Ela vai viver nesse conflito ?
A menina tinha proposto ser resistente às Flores, fosse qual fosse. Seria Educada, seria gentil, até seria amiga, porque reconhecia que a falta de comunicação diária com Flores, lhe fazia mau e elas não tinham culpa dos acontecidos, caso alguma flor lhe viesse. Mas nada mas que poucos comprimentos e diálogos. Convivência apenas devida, era o limite necessário. Agora era uma meta em carreira, incluso até a sua Flor preferida.


E Mestre havia percebido isso, a menina era muito gentil, mas nem se quer olhava direito para a Flor preferida, por outro lado, a Flor que nunca se manifestara, parecia que queria se revelar, mas agora quem permanecia resistente a mais do que o necessário era a menina.


A Dor de Mestre, tendenciava a aumentar, o que fazer com o direito da menina em se alterar e se aborrecer consigo mesmo?


Após muito tempo de resistência, viu que não conseguia nada por ali. Resolveu com um disfarce se afastar da menina e levar a Flor para longe.


Foi quando a menina percebeu que Mestre iria se distanciar e não suportou mais, acabou desmaiando.
O Desmaio parecia que era momentâneo, mas aos poucos ele foi percebendo que ela havia morrido.


Pensou em esperar mais um pouco até que ela retornasse. Foi quando nessa espera passiva enganou-se de que fosse um sono.


Ela estava fria, já não respirava. Para ele só havia o silencio.
A vó não entenderia nada. O Tio menos ainda a perda da sobrinha.
Foi quando Ele viu as anotações nas mãos da menina morta.




Mestre eu não consigo falar com o Senhor, porque sei que pode resolver isso, e até agora o meu sofrimento se agrava. Eu sei que o Senhor sabe o que está acontecendo comigo e poderia me ajudar! Mas nada faz para mim que seja direto a mim com entendimento! Desculpe já não tenho nem vontade de falar!


- Eu não consigo viver sem Coração! É verdade! Sinto falta dele, saudade do que nem sei como ele poderia ser! As vezes caio na tristeza de ter formado uma personalidade para Coração que ele na verdade talvez nunca foi! Talvez o que não consiga viver é com o que eu mesmo inventei e de verdade não o Senhor Mestre! Eu tenho a culpa de ter pensado assim.


Agora não consigo viver sem Coração que eu inventei,!
Por outro lado nem consigo viver com ele!
Não o entendo mais, não compreendo suas reações, não consigo caracterizar sua personalidade, não consigo decifrar tudo isso!
Não posso aceitar que eu seja um conflito para ele! Por não entende-lo! Já entrei em tantos conflitos, fui inventar de ter cuidados com as Flores do Jardim de vovó, agora todas foram expulsas, tive que enviar Florzinha do precipício também que nem sabia que se aproximara do Jardim!
Agora estou aqui, com dificuldades até de falar com o Senhor, porque não quero ter desentendimentos com a pessoa que eu mais prezei.
Veja eu nem estou em condições de Dançar, visto que estou até tonta de tanto esforço, não consigo nem cuidar de mim mesmo quase, se não fosse a tua ajuda.

Sinto falta de me entender com o Coração, e eu sei que parte disso, foi porque não o ouvi constantemente. Mas eu não consegui, o Senhor sabe das minhas razões, para obedecer a ti, e vencer alguns conflitos, tive de deixar de seguir os detalhes do Coração por vezes. Até em casa me diziam para ter cuidado com os exageros.
Talvez Coração não queira se entender comigo, e a isso não vou força-lo. Talvez deva viver sem ele. Talvez ele deva se ir, ou eu me ir, sem Jardim e sem a Flor preferida. Ok, que seja o que o Senhor Mestre quiser, já não consigo discernir o que há em mim. E isso faz de mim uma pessoa absolutamente receptível ao que fizeres, com paciência, com gentileza, com amabilidade edificada em promessa. Me desculpe estou exausta ao extremo nessa ultima visita a casa de Vovó. Dessa vez volto pra casa e não tiro mais férias alguma, não sei lidar com isso.
Mas se eu morrer, por favor Mestre, onde eu estiver, venha assistir o meu velório, quero saber que um dia o Senhor esteve, mesmo que no meu enterro. Quanto a Coração, se ele quiser ir no meu enterro, não será impedido. Só pode ser que eu não perceba, porque se eu perceber, pode ser que eu ressuscite para viver ou para brigar com ele. Não sei qual será a minha reação Mestre. Talvez tudo em quietude mansamente seria melhor.
Esse é o quadro que me sinto e acho que me sentirei até o dia da minha morte, enquanto não me entenda com tudo isso e nem com Coração. Mas não tem problema, consigo viver perfeitamente assim Mestre, com o Senhor.Talvez eu seja a unica arte que tem o Senhor pleno ao lado, sem Coração para interferir! Não sei dizer. Só o Senhor para saber mais sobre mim.
Mestre leu a carta e ficou pensando e chorando ao mesmo tempo. O que tanto, e quanto tanto essa menina mudou! Teria saída essa situação ? Abraçou o defunto morto e chorou suas lagrimas de profunda compreensão, enquanto a campainha do portão do Jardim da casa da Avó tocou. Era um bilhete de Coração, pedindo para fazer uma visita. o Bilhete dizia:
- Querida, você pode aceitar uma visita cordial ? Assinado, seu Coração.
Mestre olhou para o bilhete e chorou mais uma vez. Pobre Coração quando estiver ciente da noticia que nem ele, nem a menina queria.
Escreveu outro bilhete de resposta.
- Meu filho, aqui é Mestre Senhor, seu amo. A menina morreu, o velório será na rua dos Presentes e Vivos Reais, ela permitirá que você venha assistir, com um breve testamento que deixou. Venha, eu estarei com você. Quem sabe nossas lagrimas nos convença e nos consolem.



Coração quando recebe a noticia muito chorou, depois de confuso, inseguro e entristecido, resolveu tomar os seus pertences e partir. Se esperançou de que Mestre poderia ressuscitar a menina.
- Se ele me fizer esse favor! Pensou Coração, serei eternamente grato!










https://www.youtube.com/watch?v=ej8f0-d_DzE
Jaci Velasquez I will rest in You Tradução