17.
-:- GUERREAR – O PLANTAR DA VIDA JOVEM -:-
Construção Emotiva
15 A 24 ANOS
“Tudo
tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do Céu”
“
Tempo de Buscar..” Ec 3.1 – 5
Pérola
não encontrava motivo para a morte das Flores, agradara tanto... e ainda.
Analisava,
observava, pesquisava, mas já tinha deixado de lado a esperança delas. Sabia
como todas as vezes, tudo terminava. Sempre mortas as mais queridas de suas flores.
Se
culpava, achava-se responsável pela morte de todas as Flores do Jardim, não
todas, mas toda vez as que ela prestava pouco de atenção
Sempre
morriam, sempre se iam
- Por
que Tio ? Por que? – Estou cansada das Flores, dizia a menina enquanto vovó
preparava os detalhes da refeição da noite
Era
tempo de férias e Pérola estava passando um tempo com Vovó, ela tinha uma casa
incrível! Claro sempre fazia coisas emocionantes! Cozinhava bem, comprava e
preparava vestidos lindos, fazia da casa um paraíso, cheia de encantos e de flores.
Perola via a vida de vovó um encanto. Tudo era bom, menos as mais belas flores do Jardim. Essa que ela tanto queria ver, sempre morriam, todas as férias. Ano após ano.
Terminaram
a refeição, quando a ultima chicara de chá da noite foi tomada o professor
começa a dizer:
-
Perola minha sobrinha por que você insiste em querer fazer as flores viver ?
-
Porque não quero que morram sozinhas. Pelo menos até que outra menina venha
dançar, se assim elas quiserem. Veja Tio, eu vivo anos, porque elas vão me
abandonar ? São mais bonitas que eu! Poderiam viver até mais do que eu!
- Mas
elas não querer viver Titio! Disse Perola, sentando no sofá com uma almofada no
colo, tristonha.
- E
você acha que por qual motivo elas não querem viver?
- Sou
eu Tio, acho que sou eu, disse a menina, lembrando e ainda mais triste
- Por
causa de Você! Mas você é tão linda, dança tão bem, sorri tão linda! Por que
você acha que as flores morreriam por sua causa ? Fez alguma coisa mal a elas?
-
Não..
- Mas
então porque você acha que foi por causa de você boneca?
-
Porque eu sou feia, feia demais perto delas, elas devem ter se horrorizado com
que eu fiz, devem ter rejeitado as minhas danças e de tanto absurdo ficaram tão
nervosas, que preferiram morrer, disse a menina em lágrimas – Mas tio a minha
intenção não era de feri-las, eu não queria que elas morressem, eu só...
A
preocupação da menina era notável, em sua pequena mente, não conseguia entender
as razões das mortes de suas flores preferidas
Com o
tempo passando, apenas seguia num conflito constante, porque as flores que
sempre amava, eram sempre as que morriam.
Seu
trauma se intensificou e sempre grande e tamanha era a constante realidade para
seu mundo. Tanto que a menina estava muito frustrada, quase que tinha agora,
medo de aproximar-se do Jardim. Gostava de tudo da casa da vó , amava a todos e
mais ainda o Jardim. Mas esse... esse era impossível de conviver. De todos os
lugares da casa, tratar do Jardim, dava até ânsia..
Por
sua vez, da ultima vez que Peróla chegara das Férias, passou pelo caminho das
Rosas, mas nem olhou direito
Uma
Especial, comentou com a outra:
- Você
viu a Princesa ? Nem olhou pra gente! Que estranho..
- É..
vai crescendo, se achando e se aparecendo..
- Será
que ela nos abandonou ?, nos esqueceu, ? disse Doce Sereno, uma das plantações
vinda da Terra de Surpresa para casa de vovó ha alguns anos e sempre ficava
quieto, observando a menina, era o que mais sentia por Perola
- Sim,
acho que ela não quer nem saber. Principalmente de você, que é sereno demais
- Não
acho, que ela nos esqueceu. Prefiro acreditar que existe alguma razão em tudo
isso
- Pois
eu acho que ela esqueceu de tudo sim, alias, que nunca nos lembrou
Assim
o Jardim estava alvoroçado, ainda mais que Párola parecia passar não muito bem
por ali. Umas Rosas e Flores, achavam que o Amor de Perola era pra sempre, e
que jamais a menina se esqueceria
Outras
preferiam acreditar que tudo era bobeira, ter esperança de que Perola voltasse
a ser amável e atenciosa como antes no Jardim de Vovó, era conto de fadas
E a
verdade é que Perola não conseguia lidar com as percas, se aproximar do Jardim,
para perder as preferidas Flores, era mais uma vez entregar do próprio tempo,
para se ferir. Era assim que a menina entendia.
Professor
tinha a solução. Por certo ele a ajudaria, afinal – Ele nunca se feriu com elas
? Nunca se aborreceu por elas morrerem? Não sentia nada ? Ou tanto fazia se
elas se fossem ?
Perguntas e mais perguntas.. era o que Perola sempre tinha.. mas nem todas chegavam à Honra da resposta, então a menina resolveu com o tempo talvez silenciar, e se afastar...
Mas aquele dia vovó pediu para chamá-lo, e ele estava bem perto das mais belas flores do Jardim.
Então a menina tomou coragem e foi comprimenta-lo. Esqueceu-se dos conflitos com as Rosas e aproveitou para tirar suas duvidas, entre as principais duvidas a maior era: Saber porque as flores morrem.
Agora
na sala de casa, finalmente a menina estava contando seus conflitos. Não
entendiam porque as Flores de vovó não lhe davam atenção. Não viviam pra
sempre.
Era
engraçado para o Professor esse conflito da menina ( que para ele era simples
demais, nada tão problemático ). Sorria por dentro, admirando a expressão da
inocência de incompreensão.
Mas
por fora era sério. Levava em consideração todo o conflito vivido pela boneca.
Afinal mais do que as Flores, eram as Emoções dela. Essas valiam mais. E pela
causa das flores certamente, Perola seria curada.
Pensava
o Professor – Porque se achava feia? Porque se achava motivo de morte para as
Flores? Como mudar esse pensamento ?
Diálogo,
é o melhor para descobrir
Ouvi-la,
era o melhor para ela, ela mesmo entender
Então o Professor decidiu travar uma guerra contínua de diálogo. E o lema era:
Como cuidar das Flores ? Como as fazer viver!
Para
sempre? ...talvez, depende do que ela entender.
https://www.youtube.com/watch?v=GNLZGKEk1lU
♥.♪ Jake I Now See ♥.♪

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