“ Tempo de B u s c a r..
( para Edificar o Bem de Qualidade) ”
com a_ T r a n s f o r m a ç ã o _
Perola estava animadíssima com a notícia de um Novo Coração. Não tinha muita ideia de como seria, mas só de saber que os assuntos prosseguiriam por aquele ambiente, já ajudavam ela a escapar do que ela nem conseguia identificar mais, o que foi. Nem tentava pensar muito, porque lutava para manter os seu juízo no lugar
- Mestre, Mestre, é certo que ele poderá ter os segredos do Jardim ? Perguntou mais uma vez a menina correndo ao redor da mesa, enquanto Mestre recolocava as coisas em ordem
- Você terá que descobrir querida conforme os acontecimento diante de você e bem de perto, as coisas do Coração a gente não deduz, a melhor forma é ver como viver um real coração, deixar que ele esteja ao lado e conviver com ele
- Eu permito Mestre, permito que Novo Coração esteja nesse jardim, e também ao meu lado! Disse a menina um pouco afobada e tentando se controlar por dentro
Sabia que teria de ter paciente, contra a sua ansiedade de ver as coisas resolvidas num piscar de olhos!
Mestre deixou tudo pronto novamente, velho Coração estava dispensado enquanto a menina resolveu dar um passeio por perto do piquenique. Procurou se ocupar com alguma coisa enquanto Rei Amigo, o novo coração, não chegava.
- Por certo ele está tentando ser cuidadoso em todas as coisas! pensou Perola
- Por isso que ainda não chegou, deve estar tomando ciência de todos os seus passos e conhecendo todo esse jardim, vendo como ele está, disse a menina pra si mesmo a respeito do novo coração que Mestre havia lhe prometido que chegaria
Enquanto caminhava pelos campos de flores, viu que Coração havia deixado cair alguns dos seus pertences
Perola encontrou um Relógio quebrado!, Era Novo Coração que havia perdido o seu relógio. A menina se preocupou
- E agora, o que será de Novo Coração? Ele está sem noção do tempo, perdeu o seu relógio? Por certo por isso que está demorando desse jeito, disse a menina pouco ansiosa e aflita com a demora de Novo Coração
Foi caminhado pra ver se encontrava mais alguma coisa, martelando porque que Novo Coração deixara-se perder do seu relógio, ele não sabia afinal que tempo é ouro?
Foi quando encontrou uma Túnica especial também abandonada no caminho, a menina teve receio de pensar ou verificar. Normalmente quem perde a Túnica e o Relógio já não querem mais andar em seu destino.
- Por que Novo Coração chegaria a um ponto em que não quisesse mais andar, frente ao seu destino ? Afinal ele não era novo? Por certo estaria animado para se encontrar no jardim, para as novas informações dos tempos.., mas ele perdera o relógio, já não tinha então noção de como seria os novos tempos?...olhou a menina para a Túnica e para o Relógio quebrado mais uma vez
Tomou-os em seus braços e seguiu caminhando
Mais a frente um pouco, encontrou um par de sapatos abandonados.
- Há não, disse a menina! Olhando para a sua própria ansiedade e tendo que faze-la se congelar, ao dizer para si tristemente
- Ele não vai aparecer tão depressa! Eu vou ter que ficar a sós por um bom tempo mais uma vez?
De eufórica, a menina parecia ficar triste, mas era um bom sinal. Mesmo ainda que não entendia porque Novo Coração estava perdendo o seu relógio, sua túnica de proteção e os seus sapatos visivelmente novos e sem gastos, essa tristeza era sinal de que a menina queria conhecer realmente Novo Coração e saber o que Mestre Senhor tinha para auxiliar ela, no cuidado daquele jardim
Diminuiu os passos, respirou fundo, procurou buscar mais paz, alem da pressa de sua ansiedade, desativou o botão da inquietação e pois se a concordar com os passos sozinhos
Mais uma vez andando a sós naqueles imensos campos de flores e plantas e arvores em grande Terra onde morava vovó
Cada segundo só, era perigo de irritação dentro dela, de um jeito que seu mau humor ativava, porque estava só, culpava até o ar por isso, e quanto estava no auge do seu estresse, não poderia aparecer uma mosca do lado que ela era capaz de morder, ao invés de saudar de tão nervosa por estar sozinha a menina ficava
Era uma carência enferma, profunda, crônica, camuflada e asfixiada dia após dia, invisivelmente. E o mais difícil ainda, era que quanto ela estava mais atacada de revolta por si mesmo, qualquer coisa que aparece na frente ela não conseguia nem ver, nem cumprimentar, nem saber, nem desatentar do seu próprio humor desgostoso
Assim estava ela, com os passos um pouco apressados de volta para o centro do jardim, onde estava a sua cadeira preferida
Precisava pensar, nossa, e muito para acalmar os nervos, ou se pensasse mais do que a medida, termina-los de esquentar os pavios
O Caminho de ida e volta foi longo, passara a tarde toda procurando por Novo Coração e nada de encontra-lo
- Que chato, se ele realmente quisesse aparecer, já o tinha feito! Disse ela pra si, brava com o constrangimento para si mesmo
- Pra que que eu fui dar atenção e ter cuidado para esse sonho do Novo Coração? Agora me parece mais vislumbre, uma nova enganação! Pensou e resmungou - Não sei pra que tanta demora, não tem motivo, não tem tanta enrolação!
- Será que eu tenho alguma coisa? Não é possível, nem as Flores, nem a Flor muda, nem a Aventureira, Nem o velho Coração, nem Mestre, agora nem o Novo Coração eu entendo? Isso é porque eu nem o vi ainda?
- Que será que tenho em mim? Será que não sou capaz de conviver? Sou tão ruim assim? Que será que eu tenho? Perguntava a menina brava, querendo chorar consigo mesmo
Uma vez que nem Novo Coração queria se encontrar com ela, pra que se preocupar com o que mais?
Tudo era a mesma coisa!
Voltou correndo para ver se encontrava Mestre, mas ele já havia se ido, tinha outros assuntos pra resolver e seguia
Respirou desapontada por não encontrar ninguém naquele jardim, nem no piquinique, nem ao redor daquela cadeira, e pois a sentar -se
Nada acalmava ela, só a escrita alivia um pouco os conflitos do seu sofrer. Então pois se a tomar os papeis na mão e a continuar, mandaria cartas para Mestre?
Não, não falaria com Mestre mais, para não correr o perigo de Velho coração as tomar em seu lugar
Escreveria para o Desconhecido, dessa vez resolveu não se referir a ninguém, mas apenas registrar, e tentar se acalmar ao escrever, estava cansada de esperar alguma coisa, fosse o que fosse, esperar era o mesmo que arrancar dela energias, era um desgaste aguardar qualquer coisa que fosse de alguém. Resolveu deixar qualquer endereçado livre, não queria sentir mais ligação em aguardar nada, isso pesava no resquício de saúde que sentia nos seus ossos.
- Não vamos esperar mais Coração!
Disse a menina para si, não pra desprezar a ninguém, mas para desprender-se da dor
Era triste saber que nem Novo Coração parecia se importar. As provas estavam ali, nas mãos dela, o relógio, a túnica, os sapatos
- Qual o interesse que Novo Coração tem ou quer ? A menina fazia uma confusão danada dentro de si, tamanha a sua ansiedade
As promessas para ela, deviam ser para o ano passado, e não para o próximo segundo! Que nervoso!
Parecia que o tanto que ela dormiu, não fora suficiente para se acalmar, nunca fora suficiente para ela.
Resolveu escrever novas regras para si naquele jardim
Afinal Novo Coração não chegava, de verdade não aparecia.
- Acabou a minha espera.
A partir de hoje já não vou aguardar.
Se eu aguardar eu morro de ansiedade
e isso vai me enfermar.
Se eu morrer de ansiedade,
o que vai de mim restar ?
Se não restar de mim mais nada,
o que poderei a Novo Coração ofertar?
Não tenho outra opção,
a não ser
com a espera: acabar
Dizia com raiva, dizia com invocação, dizia com sorrisos escondidos, dizia com expectativas
Imaginava isso lendo, Novo Coração
Mas quando lembrava dele, logo se invocava de novo, e coloca-se as juras de esquecimento
- Isso parece divertido, se um dia você ler
mas tenha certeza, estou deixando, deixando de esperar você!
Estava acabado para as Flores, a Flor muda, a Aventureira, o Velho Coração, Mestre e agora até o Novo Coração, e todo o jardim da vovó, tudo estava encerrado, pensava ela
De verdade o que estava por encerrar, não era todas as criaturas do jardim, mas a ansiedade da garota, que era sem fim, que fazia ela brigar com tudo e com todos amigavelmente dentro dela, simplesmente por estarem bem longe realmente de si. Ela brigava e queria distancia dos outros, porque os outros estavam distantes dela.
Vai entender!
Até ela sabia disso, mas não conseguia parar de brigar dentro si, por causa desse desconforto
Eu já dediquei tempo suficiente, agora não tem mais nada que esperar
Respirou ela mais uma vez profundamente, sentada sobre a cadeira do jardim olhando para os Céus
- Ajudai-me Mestre Senhor! Da - me paciência comigo mesmo!
- Eu tenho uma guerra dentro de mim mesmo que não consigo vencer!
- Ou será que agora, ela finalmente não mais existe?
Ficar sem encontrar o Coração, por um dia sequer era muito ruim, de verdade a menina sentia esse incomodo eterno.
- Chega! Voltava a escrever. - Não quero mais estar assim!
- Vou sentar-me, sentar meus pensamentos, paralisar a minha corrida interna, deixar de querer fazer algo sozinha.
- Uma vez que estou sem coração, não devo mover-me antes que ele finalmente chegue diante de mim. Porque nada se faz, sem coração.
- Dessa vez, essa cadeira se tornou pra mim uma Cadeira Eterna, onde sempre estarei ali. Os que quiserem vir pra o meu lado, será uma bênção da paz compartir, mas de esperar e descansar nessa cadeira, não sairei mais daqui.



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